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Vacina do sapo: influenciadora mostra experiência com o ritual do Kambô nas redes sociais

Por Redação ContilNet

Uma influenciadora digital da cidade de Tarauacá, no interior do Acre, conhecida nas redes sociais como “Blogueirinha de Tarauacá”, chamou a atenção dos seguidores ao publicar um vídeo vivenciando a experiência do Kambô, prática popularmente conhecida como a “vacina do sapo”.

O Kambô é uma secreção retirada do sapo Phyllomedusa bicolor, tradicionalmente utilizada por povos indígenas da Amazônia em rituais com fins espirituais e medicinais. Popularmente, a prática é associada à desintoxicação do corpo, fortalecimento do sistema imunológico e aumento da disposição física, embora seu uso gere debates e exija cuidados.

Durante o ritual, ela relata sensação de calor intenso e chega a vomitar/Foto: Reprodução

No conteúdo, a influenciadora mostra todo o processo, desde o início da aplicação até as reações provocadas no organismo. O vídeo começa com o momento em que a substância é recebida pela pele e segue registrando, em tempo real, os efeitos sentidos ao longo do procedimento.

Durante o vídeo, a influenciadora relata sensações intensas logo após a aplicação. Em uma das cenas, ela chega a vomitar e afirma sentir o corpo muito quente, reações frequentemente associadas ao uso do Kambô e que costumam surgir minutos após o início do ritual.

As imagens mostram ainda momentos de desconforto físico, mas também de resistência, enquanto ela compartilha a experiência de forma aberta com os seguidores. Apesar das reações, ao final do vídeo a influenciadora faz um balanço positivo da vivência. Segundo ela, “valeu a pena”,  dizendo a experiência trouxe uma sensação de bem-estar após o término do processo.

Os efeitos e a ciência por trás da “Vacina do Sapo”

Embora o ritual do Kambô seja associado ao aumento da disposição física e fortalecimento do sistema imunológico, a prática exige cautela. A secreção contém peptídeos que atuam no sistema cardiovascular e gastrointestinal, o que explica os vômitos, a queda de pressão e o calor súbito.

De acordo com informações da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o uso de substâncias de animais silvestres em rituais deve ser observado com atenção devido aos riscos de reações adversas graves em pessoas com condições de saúde pré-existentes. No Brasil, a comercialização e a publicidade das propriedades terapêuticas do Kambô são restritas pela Anvisa desde 2004, embora o uso ritualístico indígena seja respeitado como patrimônio cultural.

Principais reações relatadas no vídeo:

Tradição e Exposição Digital em Tarauacá

A exposição do ritual por influenciadores digitais gera debates sobre a linha tênue entre a valorização da cultura local e a espetacularização de práticas sagradas. Tarauacá, conhecida como a “Terra do Abacaxi e das Mulheres Fortes”, é um polo de cultura indígena no Acre, e o ritual do Kambô faz parte do cotidiano de muitas comunidades da região.

Apesar do desconforto visível nas imagens, a “Blogueirinha” finalizou o vídeo com um balanço positivo. Segundo ela, a experiência trouxe uma renovação de energia e disposição para enfrentar a rotina de trabalho nas redes sociais.

Atenção: Se você tem interesse em realizar o ritual do Kambô, é fundamental buscar orientação de aplicadores experientes e ter certeza de que sua saúde está em dia. A prática não é recomendada para pessoas com problemas cardíacos ou pressão arterial severamente desregulada.

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