Um vídeo que circula nas redes sociais tem provocado debate ao revelar os bastidores de práticas de persuasão supostamente utilizadas em ambientes religiosos para estimular a arrecadação de ofertas. Nas imagens, um homem que se identifica como ex-pastor relata estratégias que, segundo ele, eram aplicadas durante cultos com o objetivo de induzir fiéis a contribuírem financeiramente.
Ex-pastor afirma que fiéis eram induzidos a doar por meio de constrangimento social e pressão emocional/Foto: Reprodução
Entre os métodos mencionados estão o uso do constrangimento social, a pressão coletiva por meio de orações em grupo e a chamada espiritualização do ato financeiro, quando a doação passa a ser apresentada como uma prova pública de fé. Em um dos trechos mais comentados do vídeo, o homem afirma: “Quem não dá no amor, dá no constrangimento”.
O conteúdo reacendeu discussões nas redes sociais sobre os limites entre fé, persuasão e ética. Especialistas em comportamento social e psicologia apontam que ambientes coletivos, aliados à influência de figuras de autoridade, podem potencializar decisões emocionais, levando indivíduos a agir por medo de julgamento, exclusão ou reprovação pública.
Embora a doação seja vista por muitos fiéis como um ato voluntário e espiritual, o vídeo levanta questionamentos sobre até que ponto a fé pode ser utilizada como instrumento de pressão. A discussão tem dividido opiniões entre internautas, com críticas às práticas relatadas e defesas de que a contribuição faz parte da vivência religiosa de cada comunidade.
Portal Júlio Fersil

