O Instituto Nacional do Câncer (Inca) divulgou, na última quarta-feira (4), dados da publicação Estimativa 2026-2028: Incidência de Câncer no Brasil, que aponta casos, taxas brutas e ajustadas de incidência por 100 mil habitantes de novos casos da doença no país em dois anos, como a Leucemia, câncer de Mama e câncer de Próstata. No Acre, devem ser registrados 1.170 novos casos de câncer.
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Os dados foram divulgados no Dia Mundial do Câncer, data criada para ampliar a conscientização sobre a prevenção, o diagnóstico precoce e o acesso ao tratamento. Além disso, este mês é marcado pela campanha Fevereiro Laranja, dedicada à conscientização sobre a leucemia, com o objetivo de divulgar informações sobre a doença, além de estimular o diagnóstico precoce e a doação de medula óssea.
De acordo com os dados do Inca, o Acre está entre os 10 estados com maior taxa de incidência de leucemia entre 2026 e 2028, ocupando o 6º lugar, com taxa ajustada de 4,89, junto com Rondônia. As outras UFs são: Distrito Federal (7,64); Santa Catarina (7,59); Ceará (7,43); Piauí (5,22) e Paraná (5,10).
Nos homens, o cenário é ainda mais grave, com o Acre ocupando o 5º lugar, com taxa de incidência de 6,07, atrás do Ceará (8,47); Santa Catarina (8,03); Distrito Federal (6,68) e Rio Grande do Norte (6,44).
Com as mulheres, a taxa de incidência no Acre é menor, ocupando a 13ª posição, com 3,65 de incidência, enquanto o primeiro lugar é ocupado por Santa Catarina, com 10,39.
Quando os dados tratam de número de casos, o Acre tem estimativa de registrar 40 novos casos da doença entre 2026-2028.
O que é Leucemia?
De acordo com informações do Instituto Vencer o Câncer, leucemia é um tipo de câncer que afeta o sangue e a medula óssea, onde ocorre a produção de células sanguíneas. A doença se caracteriza pela produção excessiva de leucócitos imaturos ou anormais, conhecidos como células leucêmicas, que não funcionam adequadamente e acabam por substituir células sanguíneas normais, levando uma série de sintomas.
O diagnóstico envolve exames de sangue e biópsias da medula óssea, análises laboratoriais que incluem hemograma, avaliação da função dos rins e do fígado, entre outros, podendo identificar a presença de células leucêmicas. A biópsia da medula óssea confirma o diagnóstico e caracteriza o tipo de leucemia, essencial para o tratamento preciso.
Os tipos de leucemia são divididos em Leucemia linfocítica aguda ou crônica e Leucemia mieloide aguda ou crônica.
Os tratamentos para leucemia incluem a quimioterapia, considerada a abordagem central e visa destruir células leucêmicas; transplante de medula óssea, que substitui células doentes por saudáveis após a quimioterapia, além de outros tratamentos.
Fevereiro Laranja
O segundo mês do ano é dedicado à campanha de conscientização sobre a Leucemia. A data foi criada em 2010 pela Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale), que utilizou o dia 4 de fevereiro, Dia Mundial do Câncer, como referência para criar a campanha.
Como ser doador de medula óssea
O cadastro de doadores pode ser feito por pessoas entre 18 e 35 anos, em todos os hemocentros públicos do Brasil. Para facilitar o processo, o Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome) desenvolveu um aplicativo que disponibiliza informações e permite a realização de um pré-cadastro, além de acompanhar as diversas etapas do registro, conforme disponibilidade do hemocentro. O aplicativo viabiliza, ainda, a geração da carteirinha e da declaração de cadastro.
