Ícone do site ContilNet Notícias

Acre registrou novos recordes climáticos em janeiro com ventos que alcançaram mais de 78 km/h

Por Anne Nascimento, ContilNet

O Acre registrou, em janeiro, rajadas de vento que chegaram a 78,8 km/h, conforme levantamento do pesquisador climático Davi Friale, divulgado nesta segunda-feira (2) no site O Tempo Aqui. A maior velocidade do mês e também do ano foi registrada no município de Feijó, no dia 16, às 17 horas, com vento vindo da direção norte, segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

De acordo com os dados, em 2025, a maior rajada registrada no Acre foi de 77,8 km/h, com vento da direção leste |  Foto: ContilNet

“Os registros mostram que janeiro já apresentou eventos de vento comparáveis aos maiores valores observados nos últimos anos no estado”, destacou Friale ao analisar a série histórica.

De acordo com os dados, em 2025, a maior rajada registrada no Acre foi de 77,8 km/h, com vento da direção leste, medida às 12h36 do dia 16 de setembro, em Rio Branco, na estação do aeroporto. Já em 2024, o maior valor chegou a 76,7 km/h, também em Feijó, às 18 horas do dia 24 de agosto, com vento vindo do norte.

Estações automáticas também registraram picos

Nas estações automáticas do Inmet, a maior velocidade do vento em janeiro foi de 36,7 km/h, registrada no dia 17, às 15 horas, com vento da direção norte – valor que também se mantém como o maior do ano até o momento. Para efeito de comparação, em 2025, a maior rajada nessas estações chegou a 59,4 km/h, em outubro, enquanto em 2024 o pico foi de 63 km/h, registrado em outubro, com vento da direção nordeste.

“Mesmo quando observamos apenas as estações automáticas, os dados indicam um padrão de ventos significativos, especialmente no início do ano”, pontuou o pesquisador.

Atenção para falhas no monitoramento

O levantamento também chama atenção para problemas no funcionamento de estações meteorológicas no estado. Em Feijó, a estação do Inmet ficou fora de operação desde 31 de novembro de 2025, retornando apenas em 9 de janeiro deste ano. Já em Cruzeiro do Sul, a estação deixou de funcionar em 5 de janeiro de 2026, operou de forma precária nos dias 8 e 9 e voltou a ficar inativa no dia 10.

“Essas interrupções prejudicam a continuidade das medições e exigem cautela na análise dos dados, principalmente em períodos de eventos extremos”, alertou Friale.

Todos os dados apresentados são do Instituto Nacional de Meteorologia, quando não indicada outra fonte. O levantamento também utiliza informações complementares da Agência Nacional de Águas (ANA), do Serviço Nacional de Meteorologia e Hidrologia do Peru (Senamhi), prefeituras municipais e redes privadas de estações meteorológicas.

Sair da versão mobile