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Advogado preso por suspeita de violência sexual tem registro suspenso pela OAB no Acre

Por Redação ContilNet

Advogado preso por suspeita de violência sexual tem registro suspenso pela OAB no Acre

Advogado preso por suspeita de violência sexual tem registro suspenso pela OAB no Acre/Foto: Reprodução

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Acre (OAB/AC) determinou a suspensão do registro profissional do advogado Aluísio Veras de Almeida Neto, de 42 anos, detido em flagrante na última segunda-feira (16), em Rio Branco, sob suspeita de estupro e cárcere privado em um motel da capital. Além da medida administrativa, a entidade anunciou a abertura de processo ético-disciplinar para investigar a conduta do profissional.

De acordo com a OAB/AC, a apuração seguirá os trâmites previstos na Lei nº 8.906/1994, que rege a advocacia no país, garantindo ao investigado o direito à ampla defesa e ao contraditório. A instituição ressaltou ainda que adotou providências internas para examinar o caso com responsabilidade e dentro dos princípios que norteiam a classe.

A ocorrência policial teve início após um jovem peruano, de 18 anos, acionar a Polícia Militar do Acre relatando que estaria impedido de sair do quarto e que teria sido vítima de violência sexual. Equipes da PM foram ao local, conversaram com funcionários do estabelecimento e iniciaram buscas nos aposentos.

Segundo o boletim, um dos quartos estava aberto, mas sem ocupantes. No entanto, o banheiro permanecia fechado. Diante da falta de resposta às tentativas de negociação, os policiais forçaram a entrada e encontraram o jovem no interior do box, enquanto o advogado estava próximo à pia.

O rapaz informou aos militares que havia marcado o encontro por meio de um aplicativo, inicialmente com a intenção de apenas consumir bebidas. Ele afirmou que, no local, o advogado teria tentado manter relações sexuais sem consentimento.

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Em audiência de custódia realizada na terça-feira (17), a Justiça decidiu converter a prisão em flagrante em preventiva, mantendo o investigado detido enquanto o inquérito segue em andamento.

O nome do advogado também já havia sido mencionado em investigação anterior. Em julho de 2025, ele foi indiciado pela Polícia Civil pela morte de David Weverton Matos Araújo, caso ocorrido no mesmo motel. O inquérito foi concluído e remetido ao Judiciário. À época, conforme informações da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o advogado declarou não se recordar dos fatos.

Em nota divulgada na quarta-feira (18), a OAB/AC reafirmou seu compromisso com a ética, a legalidade e a defesa das prerrogativas profissionais, destacando que acompanhará o caso e adotará as medidas cabíveis para preservar a integridade da advocacia e a confiança da sociedade.

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