Afastamentos por transtornos mentais atingem mais de 500 mil trabalhadores e batem novo recorde no Brasil

Levantamento aponta que mais de duas mil profissĂ”es registraram licenças por saĂșde mental; vendedores, faxineiros e auxiliares administrativos lideram a lista

Por Redação ContilNet 01/02/2026

Mais de duas mil profissĂ”es estĂŁo entre aquelas em que trabalhadores precisaram se afastar do trabalho por transtornos mentais no Brasil. No topo da lista aparecem ocupaçÔes como vendedor do comĂ©rcio varejista, faxineiro e auxiliar de escritĂłrio — funçÔes essenciais para o funcionamento da rotina urbana e que envolvem contato direto com o pĂșblico e alta demanda diĂĄria.

Afastamentos por transtornos mentais atingem mais de 500 mil trabalhadores e batem novo recorde no Brasil

Levantamento aponta que mais de duas mil profissĂ”es registraram licenças por saĂșde mental; vendedores, faxineiros e auxiliares administrativos lideram a lista/Foto: Reprodução

Somente em 2025, mais de 500 mil pessoas precisaram se afastar de suas atividades profissionais por motivos relacionados Ă  saĂșde mental, segundo dados do MinistĂ©rio da PrevidĂȘncia Social obtidos com exclusividade pelo g1. Este Ă© o segundo ano consecutivo em que o paĂ­s bate recorde nesse tipo de afastamento, apĂłs jĂĄ ter registrado o maior nĂșmero da dĂ©cada em 2024.

Para compreender como esse cenĂĄrio se distribui no mercado de trabalho, o g1 analisou um levantamento que reĂșne mais de duas mil profissĂ”es. O estudo foi elaborado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) em parceria com o MinistĂ©rio PĂșblico do Trabalho (MPT), com base em dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), considerando o perĂ­odo entre 2012 e 2024, o mais recente com detalhamento disponĂ­vel.

AlĂ©m de vendedores varejistas, faxineiros e auxiliares de escritĂłrio, tambĂ©m aparecem entre as ocupaçÔes mais afetadas assistentes administrativos e trabalhadores da linha de produção industrial. De acordo com especialistas, essas profissĂ”es tĂȘm caracterĂ­sticas em comum, como contratos mais frĂĄgeis, pressĂŁo constante por metas, jornadas prolongadas e menor autonomia no ambiente de trabalho.

Outro fator apontado Ă© a maior exposição a riscos fĂ­sicos e emocionais, como a violĂȘncia urbana, especialmente em atividades exercidas por motoristas, vigilantes e trabalhadores que atuam em ĂĄreas externas. O crescimento dos afastamentos acende um alerta para a necessidade de polĂ­ticas pĂșblicas e medidas preventivas voltadas Ă  saĂșde mental no ambiente profissional, alĂ©m de melhores condiçÔes de trabalho e suporte psicolĂłgico aos trabalhadores.

G1

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