A Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) já retornou do recesso de Carnaval, realizando nesta terça-feira (24) um debate na Comissão de Saúde Pública sobre a terceirização do Hospital do Alto Acre.
A discussão é conduzida pelo deputado Adailton Cruz, que preside a comissão, além de outros deputados, do secretário de Governo, Luiz Calixto, do subchefe da Casa Civil, Cristovam Pontes de Moura, e da procuradora Gilcely Evangelhista, além de sindicalistas da área da saúde.
Um plano de terceirização do hospital está gerando polêmica no município. Embora o governo garanta que o modelo de gestão terceirizada não signifique privatização dos serviços, os servidores são contrários à mudança.
“Pedimos que o Governo e os deputados não aprovem essa terceirização porque isso vai custar muito para a população e para os servidores. O que se está próximo de ser visto é a precarização do trabalho, e isso é um absurdo”, disse Antônio Barreto, presidente do Sindicato dos Condutores de Ambulância.
A Secretaria Estadual de Saúde do Acre (Sesacre) chegou a afirmar que o projeto não se trata de privatização, mas apenas de um novo modelo administrativo.
“Esse tipo de terceirização tem histórico negativo no país, resultando em precarização dos serviços, uso político das unidades e má gestão dos recursos públicos. Vamos aqui, portanto, debater isso à exaustão e resistir a qualquer tipo de malefício ao nosso sistema de saúde”, disse o deputado Adailton Cruz.
Os deputados vão iniciar a sessão ordinária desta terça-feira e suspendê-la, em seguida, para dar continuidade às discussões.
Gladson reagiu
O governador Gladson Cameli chegou a manifestar-se sobre o assunto em entrevista ao ContilNet. O chefe do Executivo adotou um tom de cobrança e estabeleceu um prazo rigoroso para avaliar a eficiência do atendimento na região do Alto Acre.
“A única coisa que eu vou relatar sobre esse assunto é o seguinte: se está 100%, permanece. Mas todos nós sabemos que não está”, afirmou Cameli.
Gladson enfatizou que a continuidade ou mudança nas estratégias de gestão dependerá do que acontecer no próximo mês. Ele destacou que a população de Brasiléia tem feito inúmeras reclamações, o que motivou a estipulação de um prazo de teste:
“Então eu dei um prazo, pedi para checar mais um prazo. Aí eu quero analisar os próximos 30 dias, porque se melhorou o atendimento ou não. Porque quando eu vou à Brasiléia, toda vez é uma crítica”, pontuou.
