Com o registro de quatro casos de Mpox em RondĂ´nia nesta sexta-feira (20), o infectologista Thor Dantas reforça que o momento exige vigilância redobrada no Acre, principalmente por causa das aglomerações e do contato fĂsico intenso durante o Carnaval.
Com exclusividade ao ContilNet, o mĂ©dico explicou que o perĂodo festivo aumenta o risco de transmissĂŁo, já que a doença se espalha principalmente por meio do contato direto com lesões na pele e proximidade fĂsica. “Depois de um evento como o Carnaval, em que há grande interação entre as pessoas, Ă© fundamental que todos fiquem atentos ao surgimento de sintomas”, alertou.
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O mĂ©dico destaca que qualquer pessoa que tenha tido contato prĂłximo – seja contato Ăntimo, beijo, abraço ou proximidade prolongada – deve monitorar a prĂłpria saĂşde por atĂ© 21 dias, perĂodo de incubação do vĂrus.
“Se nesse intervalo surgirem febre, dor no corpo, aumento dos gânglios e principalmente lesões na pele, é preciso procurar imediatamente uma unidade de saúde para avaliação e notificação”, explicou. Caso não haja manifestação de sintomas após os 21 dias, a infecção é descartada.
Isolamento e responsabilidade
De acordo com o infectologista, pessoas com suspeita ou confirmação da doença devem permanecer em isolamento domiciliar desde o inĂcio dos sintomas atĂ© a queda completa das crostas das lesões, o que pode levar de duas a quatro semanas. “O paciente deve ficar isolado em casa e rastrear as pessoas com quem ele teve contato – sexual ou nĂŁo. Esse monitoramento deve existir, e o paciente deve fazer o diagnĂłstico com coleta de material, um serviço feito pela prĂłpria saĂşde pĂşblica”, finaliza.


