Um tipo mais grave da dengue, que voltou a circular intensamente no Brasil após mais de 15 anos, pode chegar novamente ao Acre. Trata-se do DENV-3, um dos sorotipos do vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, que já foi identificado em Rondônia, segundo o último boletim divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), referente às três primeiras semanas epidemiológico.
A preocupação das autoridades está no fato de que grande parte da população não teve contato recente com esse tipo do vírus e, portanto, não possui imunidade, o que pode favorecer surtos, aumento no número de internações e casos mais graves da doença. De acordo com o boletim epidemiológico mais recente, o Acre registrou, até o último sábado (24), 485 casos prováveis de dengue, com 24 confirmações, sem registro de óbitos ou casos graves. Apesar da redução em relação a 2025, a possível entrada do DENV-3 pode mudar rapidamente esse cenário.
Tipo é conhecido por estar associado a formas mais graves da dengue. Foto: Ilustração
O DENV-3 é conhecido por estar associado a formas mais graves da dengue, podendo provocar sangramentos, queda da pressão arterial, complicações em órgãos e evolução para quadros de dengue grave, inclusive em pessoas que nunca tiveram a doença. O risco aumenta ainda mais em casos de reinfecção por sorotipos diferentes.
Os sintomas são semelhantes aos de outros tipos da dengue e incluem febre alta, dores intensas no corpo e nas articulações, dor atrás dos olhos, náuseas, manchas vermelhas na pele e coceira. A orientação é procurar atendimento médico imediatamente ao surgimento de sinais de alerta, como dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sonolência excessiva ou sangramentos.
Atualmente, apenas os sorotipos DENV-1 e DENV-2 foram identificados no Acre. No entanto, no Brasil circulam os quatro tipos da dengue, e a reintrodução do DENV-3, especialmente durante o período de maior transmissão, representa um risco adicional para o estado.
