O céu noturno reservará um espetáculo especial para o fim de fevereiro. Seis planetas do Sistema Solar aparecerão alinhados em uma mesma faixa do céu e poderão ser observados simultaneamente após o pôr do sol. Em condições ideais, será possível ver Mercúrio, Vênus, Júpiter e Saturno a olho nu, enquanto Urano e Netuno exigirão o uso de binóculo ou telescópio.
De acordo com o professor Roberto Costa, do Departamento de Astronomia do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP, o melhor dia para observar o fenômeno será 28 de fevereiro. A data marca o momento em que a distância angular entre os planetas será menor, facilitando a visualização do alinhamento. Ainda assim, o fenômeno poderá ser visto alguns dias antes e depois da data principal, especialmente entre 25 de fevereiro e o início de março.
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A melhor data não varia conforme a localização geográfica. O alinhamento planetário depende da posição da Terra em sua órbita ao redor do Sol e do posicionamento dos demais planetas. Portanto, o fenômeno ocorrerá da mesma forma para observadores em diferentes regiões do país.
O horário ideal para observação é imediatamente após o pôr do sol, olhando para o horizonte oeste — a mesma direção onde o Sol se põe. Especialistas alertam que o local escolhido deve ter o horizonte desobstruído, sem prédios, árvores ou morros que dificultem a visão, além de céu limpo e sem nuvens.
Na prática, Vênus e Saturno estarão mais próximos do Sol, enquanto Júpiter poderá ser visto um pouco mais afastado, em direção ao norte. Mercúrio ficará muito próximo do horizonte e, por ser menos brilhante, poderá ser identificado apenas por observadores mais atentos. Já Urano e Netuno não são visíveis a olho nu e só poderão ser observados com equipamentos ópticos.
O fenômeno ocorre porque os planetas orbitam o Sol quase no mesmo plano, como se estivessem sobre uma superfície plana. Como cada um possui períodos orbitais diferentes — a Terra leva um ano para completar sua volta, Marte cerca de dois anos e Júpiter aproximadamente 12 —, em determinados momentos eles aparentam estar próximos uns dos outros quando vistos da Terra, criando o efeito visual de alinhamento no céu.

