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Anvisa investiga seis mortes por pancreatite associadas ao uso de canetas emagrecedoras

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Anvisa investiga seis mortes por pancreatite associadas ao uso de canetas emagrecedoras

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) abriu investigação sobre seis mortes por pancreatite que podem estar relacionadas ao uso de medicamentos conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras” no Brasil. Os casos envolvem fármacos da classe dos agonistas do GLP-1, indicados principalmente para o tratamento de diabetes e obesidade.

Entre os princípios ativos citados nas notificações estão semaglutida, liraglutida, dulaglutida e tirzepatida, substâncias que se popularizaram nos últimos anos tanto no uso médico quanto fora das indicações oficiais.

Em nota, a Anvisa informou que os registros são classificados como suspeitos e ainda passam por avaliação técnica. Segundo a agência, não é possível afirmar, neste momento, que exista uma relação direta de causa e efeito entre o uso dos medicamentos e os óbitos notificados. “As notificações, por si só, não comprovam nexo causal”, destacou o órgão regulador.

Dados do sistema VigiMed, plataforma oficial de farmacovigilância, apontam 225 notificações suspeitas de pancreatite associadas a esses produtos. Desse total, 145 registros foram feitos entre janeiro de 2020 e dezembro de 2025 no sistema brasileiro. Quando também são considerados dados provenientes de estudos clínicos, o número chega a 225 relatos.

Especialistas alertam que o total de casos pode ser maior, já que a notificação de eventos adversos não é obrigatória e depende do envio espontâneo de informações por profissionais de saúde, pacientes e fabricantes.

O tema ganhou ainda mais repercussão após autoridades sanitárias do Reino Unido emitirem recentemente um alerta sobre episódios de pancreatite em usuários de medicamentos da mesma classe. Embora os quadros graves sejam considerados raros, o aviso reforçou a importância de acompanhamento médico e atenção a sintomas como dor abdominal intensa, náuseas e vômitos persistentes durante o tratamento.

A Anvisa afirma que segue monitorando os dados e poderá adotar novas medidas regulatórias caso as análises técnicas confirmem riscos adicionais à saúde dos pacientes.

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