Pescadores artesanais de Sena Madureira enfrentam incertezas diante da demora no pagamento do seguro defeso, benefício federal destinado a garantir renda durante o período em que a pesca de determinadas espécies é proibida para preservação ambiental.
O defeso, que vai de novembro a março, corresponde à fase de reprodução dos peixes. Nesse intervalo, os profissionais ficam impedidos de atuar normalmente e passam a depender do auxílio equivalente a um salário mínimo mensal. No entanto, neste ano, o valor ainda não foi creditado, gerando preocupação entre as famílias que têm na pesca sua principal fonte de sustento.
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Integrantes da Colônia Z-3 relatam que a categoria cumpriu todas as exigências burocráticas, incluindo a entrega do Relatório Anual de Exercício da Atividade Pesqueira (Reap). Mesmo assim, o pagamento segue pendente.
Segundo a direção da entidade, o processo aguarda análise e validação por parte do Ministério da Pesca, responsável pela liberação dos recursos. Enquanto isso, os trabalhadores afirmam que a falta do benefício compromete despesas básicas, como alimentação e contas domésticas.
Sem uma data oficial para o depósito, os pescadores permanecem na expectativa de uma solução rápida, temendo que o atraso se prolongue até o fim do período de defeso.

