A estreia de Jessica Martin como intérprete oficial da Beija-Flor de Nilópolis, na madrugada desta terça-feira (17/2), foi marcada por uma performance impecável e um detalhe carregado de simbolismo. Quem acompanhou o desfile notou que a cantora não largou um terço, enrolado na mão esquerda, enquanto conduzia o hino da “Deusa da Passarela”.
O objeto, muito mais que um acessório religioso, é o amuleto deixado por Bakaninha — filho e sucessor de Neguinho da Beija-Flor, que faleceu tragicamente em um acidente em 2022.
Uma missão espiritual
Segundo Jessica, o terço chegou às suas mãos como um pedido do próprio Bakaninha, comunicado pela família do cantor quase um ano após sua partida. “A família dele me procurou e disse que era um desejo dele. Que eu jamais esquecesse de levá-lo para os desfiles”, revela a intérprete.
A relação de Jessica com o objeto é marcada por uma experiência mística ocorrida no Carnaval anterior:
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O Esquecimento: Em 2024, Jessica esqueceu o amuleto em casa.
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O Caos: Na concentração, a cantora passou mal e enfrentou diversas falhas técnicas no microfone durante todo o trajeto.
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A Promessa: Desde então, o terço nunca mais saiu de sua mochila de desfile.
Estreia protegida na Sapucaí
Minutos antes de cruzar a linha de início do desfile da Beija-Flor em 2026, a ansiedade quase pregou uma peça na cantora, que precisou correr para buscar o amuleto na mochila. “Bakaninha estará comigo hoje nessa estreia. Que ele nos proteja”, declarou emocionada antes de soltar a voz ao lado de Nino.
A presença espiritual do herdeiro de Neguinho parece ter surtido efeito. A Beija-Flor realizou um desfile vigoroso, com uma harmonia elogiada por especialistas, consolidando Jessica Martin como uma das grandes vozes da nova geração do Carnaval carioca. Para a comunidade de Nilópolis, a união entre a voz de Jessica e o terço de Bakaninha simboliza a continuidade de um legado que resiste ao tempo.
Fonte: Extra, Globo
Redigido por: ContilNet

