O biólogo Vini Patrick, conhecido nas redes sociais por compartilhar aventuras na natureza e explicar curiosidades sobre a fauna, publicou recentemente o registro de um encontro pouco comum: um inseto da ordem Megaloptera.
O grupo reúne cerca de 348 espécies descritas no mundo, distribuídas em aproximadamente 30 gêneros. Apesar de não ser necessariamente raro em ambientes adequados, o Megaloptera é considerado incomum para a maioria das pessoas, principalmente por seus hábitos discretos e pela curta fase adulta.
Vini Patrick mostra encontro com Megaloptera, inseto raro ligado a rios limpos e de curta vida adulta. Espécie chama atenção pela aparência/ Foto: Instagram
Os adultos vivem apenas alguns dias, podendo chegar a cerca de uma semana. Além disso, costumam ter atividade noturna e permanecem escondidos próximos a corpos d’água durante o dia, muitas vezes sendo atraídos por fontes de luz artificial.
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As larvas, conhecidas popularmente como “lacraias-d’água”, vivem exclusivamente em ambientes aquáticos bem preservados, como rios, igarapés e lagos com alto nível de oxigenação. Elas permanecem sob pedras e detritos submersos, o que dificulta ainda mais sua visualização.
Vini Patrick mostra encontro com Megaloptera, inseto raro ligado a rios limpos e de curta vida adulta. Espécie chama atenção pela aparência/ Foto: Instagram
Especialistas classificam o grupo como bioindicador ambiental, pois são extremamente sensíveis à poluição. A presença do inseto costuma indicar boa qualidade da água, enquanto sua ausência pode sinalizar degradação do ecossistema.
Vini Patrick mostra encontro com Megaloptera, inseto raro ligado a rios limpos e de curta vida adulta. Espécie chama atenção pela aparência/ Foto: Instagram
No Brasil, há registros da ocorrência do grupo, mas os estudos ainda são limitados. Em 2025, por exemplo, uma espécie foi registrada na Chapada do Araripe após mais de um século sem avistamentos, evidenciando que algumas populações podem ser raras ou restritas a determinadas regiões.
Apesar da aparência considerada assustadora por muitos, especialmente pelas grandes mandíbulas dos machos usadas no acasalamento o inseto é inofensivo aos seres humanos. As fêmeas podem morder se forem manipuladas, mas não representam perigo.
O registro compartilhado por Vini Patrick chamou atenção dos seguidores e reforçou o papel das redes sociais na divulgação científica e na valorização da biodiversidade.
Veja o vídeo:

