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Bocalom joga pesado, ocupa o território e deixa claro: a corrida ao Palácio Rio Branco já começou

Por Juvenal Pimenta, ContilNet

Quem ainda insiste em tratar Tião Bocalom como um “candidato em potencial” não entendeu o jogo. O prefeito de Rio Branco já está em campanha, ainda que sem dizer isso oficialmente. E não está blefando quando afirma que disputará o Palácio Rio Branco nas eleições deste ano. Bocalom age como quem conhece o caminho das pedras e, mais que isso, como quem sabe empurrá-las quando necessário.

Com um canteiro de obras espalhado pela capital e ritmo acelerado na Prefeitura, Bocalom usa a máquina administrativa como vitrine política. Enquanto adversários discursam, ele entrega obras, aparece, caminha, fala com o povo e ocupa espaço. Política, afinal, não aceita vácuo e Bocalom não deixa nenhum.

Tião Bocalom ao lado de Luís Hassem durante encontro político que reforça articulações e alianças no Alto Acre/Foto: Reprodução

Nos últimos meses, o prefeito saiu definitivamente dos limites de Rio Branco e passou a circular com intensidade pelo interior do Acre. Não é turismo político. É articulação bruta, olho no olho com lideranças que ainda fazem diferença nas urnas. O encontro recente com o ex-deputado e ex-prefeito Luís Hassem, uma das figuras mais influentes do Alto Acre, é prova clara de que Bocalom está consolidando apoios onde realmente importa.

Velho de guerra, ele conhece o Acre de ponta a ponta. Sabe quem soma, quem subtrai e quem só faz barulho. E, enquanto muitos subestimam seu estilo simples, ele vai rearranjando o tabuleiro com frieza. Não grita. Não anuncia. Executa.

Toda semana, o prefeito se reúne com empresários, produtores rurais e representantes do agronegócio, setores que, goste-se ou não, financiam campanhas e moldam narrativas econômicas. Bocalom não apenas conversa com esse público, ele é parte dele politicamente. Seu slogan, “Produzir para Empregar”, não é peça de marketing; é linha ideológica.

A disposição física virou símbolo político. Recentemente, atravessou o viaduto Mamed Bittar em ritmo tão acelerado que deixou secretários e assessores para trás. Aos quase 72 anos, Bocalom exibe vigor que constrange adversários mais jovens, muitos deles presos a gabinetes, redes sociais e pesquisas internas que não se convertem em voto real.

Segundo colocado nas pesquisas, o “Velho Boca” já montou suas estratégias, ajustou alianças e colocou seus fiéis escudeiros para trabalhar com discurso afiado e ataque cirúrgico. Não há ingenuidade: ele sabe que campanha se vence com base popular, narrativa simples e presença constante.

Daqui para frente, não haverá nicho abandonado. Bocalom vai abraçar o idoso, o trabalhador, o empresário, o produtor rural e até o menino cagado, como diz o linguajar popular. Ele sabe onde moram as andorinhas, e sabe também onde os adversários tropeçam.

Quem apostar que Tião Bocalom é carta fora do baralho está cometendo um erro primário de leitura política. Ele não está apenas no jogo. Está jogando pesado.

Veja o vídeo:

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