Boulos defende PEC da Segurança para enfrentar crime organizado

Por AgĂȘncia Brasil 23/02/2026


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O ministro da Secretaria-Geral da PresidĂȘncia da RepĂșblica, Guilherme Boulos, defendeu a Proposta de Emenda Ă  Constituição (PEC) da Segurança PĂșblica como necessĂĄria ao enfrentamento do crime organizado. A declaração foi feita na estreia do programa AlĂŽ AlĂŽ Brasil, da RĂĄdio Nacional, veĂ­culo da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).Boulos defende PEC da Segurança para enfrentar crime organizadoBoulos defende PEC da Segurança para enfrentar crime organizado

Segundo o ministro, a proposta enviada pelo governo ao Congresso Nacional, em abril do ano passado, dĂĄ condiçÔes de trabalho Ă  PolĂ­cia Federal e a outras instituiçÔes de segurança pĂșblica que atuam em todo o territĂłrio nacional para combaterem o crime onde a Constituição Federal prevĂȘ hoje ser atribuição dos estados.

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“Se o crime organizado Ă© nacional, como Ă© que a PolĂ­cia Civil de SĂŁo Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais ou da Bahia vai ter condiçÔes de fazer o combate no Brasil todo? Vai fazer no seu territĂłrio”, defende.

Na avaliação do ministro, a PEC tem condiçÔes de ser aprovada no Congresso Nacional e terĂĄ mais efetividade a uma possĂ­vel ajuda do governo dos Estados Unidos para enfrentar o crime organizado no Brasil.  “A preocupação do Trump nĂŁo Ă© com o crime organizado. Ele quer fazer da AmĂ©rica Latina um quintal”, destacou o ministro.

Estados Unidos

A parceria entre Brasil e Estados Unidos Ă© um dos assuntos que devem pautar uma conversar do presidente Luiz InĂĄcio Lula da Silva, prevista para o mĂȘs de março com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Boulos defendeu que essa cooperação comece na investigação e prisão de criminosos que se escondem nos Estados Unidos ao serem investigados pela Polícia Federal brasileira. Sem citar o nome do dono da Refinaria de Manguinhos, controlada pelo grupo Refit, o empresårio Ricardo Magro, Boulos fez menção à investigação de um esquema de sonegação fiscal de aproximadamente R$ 26 bilhÔes.

De acordo com o ministro, se o interesse do presidente do Estados Unidos não for pelas riquezas como petróleo, minerais críticos e terras raras dos países da América do Sul, que ele inicie colaborando com o Brasil na deportação desses investigados.

“Comece prendendo quem estĂĄ em mansĂŁo em Miami – livre, leve e solto nos Estados Unidos –  e jĂĄ foi pego pela Justiça brasileira por estar na cabeça do crime organizado no esquema dos combustĂ­veis, no caso da refinaria do Rio de Janeiro”.

Master

Para Boulos, é importante esclarecer que o governo federal tem se empenhado a investigar crimes no Brasil, inclusive quando fortalece a Controladora-Geral da União para apurar casos que envolvam pessoas indicadas pelo próprio governo, como no caso da investigação das fraudes do INSS.

Segundo o ministro, embora o esquema de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensÔes tenha tido início em 2020, antes do atual governo, o fato não impediu que indicados políticos fossem investigados. 

Boulos defendeu um debate saudĂĄvel sobre segurança pĂșblica no Brasil que seja comprometido com a transparĂȘncia e nĂŁo contra as instituiçÔes. O ministro lembrou que, embora haja crĂ­ticas ao Supremo Tribunal Federal sobre a condução do Banco Master, Ă© importante lembrar o papel da instituição na manutenção da democracia brasileira.

Por outro lado, ele afirma que isso nĂŁo quer dizer que o Supremo Tribunal Federal esteja acima do bem e do mal.

“NinguĂ©m estĂĄ acima da crĂ­tica, nenhuma instituição estĂĄ acima da crĂ­tica. Agora uma coisa Ă© vocĂȘ poder criticar – como criticar o Toffoli no caso do Master, ou qualquer outro. Isso Ă© parte de uma democracia saudĂĄvel. Outra coisa Ă© vocĂȘ querer fechar o Supremo ou fazer plano para matar um ministro do Supremo”, criticou.

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