BRB apresenta ao BC plano para recompor capital apĂłs perdas com Master

Por AgĂȘncia Brasil 07/02/2026 Ă s 06:38


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O Banco de Brasília (BRB) entregou nesta sexta-feira (6) ao Banco Central (BC) o Plano de Capital com medidas para recompor o balanço e reforçar a liquidez da instituição num prazo måximo de 180 dias.BRB apresenta ao BC plano para recompor capital após perdas com MasterBRB apresenta ao BC plano para recompor capital após perdas com Master

O documento foi apresentado pessoalmente pelo presidente do banco, Nelson AntÎnio de Souza, ao diretor de Fiscalização do BC, Gilneu Vivan. O secretårio de Economia do Distrito Federal, Daniel Izaias, também foi ao encontro.

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Segundo o BRB, o plano reĂșne açÔes preventivas que serĂŁo implementadas caso fique comprovada a necessidade de aporte do governo do Distrito Federal (GDF), o que dependerĂĄ da conclusĂŁo das investigaçÔes em andamento.

O banco afirma que a iniciativa busca garantir a sustentabilidade da instituição, preservar a estabilidade das operaçÔes e assegurar transparĂȘncia a clientes, investidores e parceiros.

Em comunicado oficial, o BRB nĂŁo mencionou valores.

No entanto, em depoimento à Polícia Federal no fim do ano passado, o diretor de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino, disse que as operaçÔes com o Banco Master provocaram um rombo de R$ 5 bilhÔes no balanço do BRB.

O banco não detalhou as açÔes apresentadas ao BC. Apenas informou que o plano protege os clientes do BRB e garantem o funcionamento da instituição.

“Elaborado para garantir a sustentabilidade da instituição, o plano fortalece o capital institucional e assegura a estabilidade das operaçÔes. O banco reafirma seu compromisso com a transparĂȘncia, com a proteção de clientes, investidores e parceiros, e com a adoção de todas as medidas necessĂĄrias para preservar a integridade e a continuidade de suas atividades”, limitou-se a informar a nota do BRB.

Em tese, o BRB tem cinco possibilidades para levantar capital:

  • EmprĂ©stimos de outras instituiçÔes financeiras, inclusive bancos privados e o Fundo Garantidor de CrĂ©ditos (FGC);
  • Venda de ativos, com destaque para carteiras imobiliĂĄrias e crĂ©ditos a estados e municĂ­pios;
  • Criação de um fundo imobiliĂĄrio com terrenos e imĂłveis do GDF a ser transferido ao banco;
  • Aportes diretos do Tesouro do Distrito Federal;
  • EmprĂ©stimo do GDF com FGC, com posterior repasse ao BRB.

As medidas que envolvem recursos do governo distrital dependem de aprovação da Cùmara Legislativa do DF. O plano tem como objetivo injetar liquidez, reduzir o tamanho da instituição e diminuir a necessidade de novos aportes do controlador em um contexto de restriçÔes fiscais.

Segundo o jornal O Estado de S.Paulo, o banco distrital teria vendido cerca de R$ 5 bilhĂ”es em ativos de alta qualidade – como crĂ©dito consignado e antecipação de saques do Fundo de Garantia – para conter a fuga de capitais apĂłs a liquidação do Banco Master e o avanço das investigaçÔes sobre operaçÔes consideradas irregulares.

O jornal também informou que o BRB negocia a venda de quase R$ 1 bilhão em carteiras de crédito concedidas a estados e municípios, com garantias do Tesouro Nacional, operação que pode render cerca de R$ 730 milhÔes em valor presente. O banco também tenta desfazer-se de fundos de investimento adquiridos do próprio Banco Master.

As apuraçÔes em curso investigam a compra pelo BRB de cerca de R$ 12,2 bilhÔes em carteiras de crédito do Master, com ativos superfaturados ou inexistentes. Desse total, o BRB afirma que aproximadamente R$ 10 bilhÔes foram substituídos ou liquidados e negou o bloqueio de bens.

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