A CĂąmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (9) requerimento de regime de urgĂȘncia para apreciar o Projeto de Lei nÂș 68, de 2026, que declara os remĂ©dios Mounjaro e Zepbound como de interesse pĂșblico e pede a quebra de patente. Ambos sĂŁo medicamentos agonistas do receptor GLPâ1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras.

Foram registrados, ao todo, 337 votos favorĂĄveis e 19 contrĂĄrios. O texto Ă© de autoria dos deputados federais Antonio Brito (PSD-BA) e MĂĄrio Heringer (PDT-MG). Com a aprovação do regime de urgĂȘncia, o projeto pode ser votado a qualquer momento no plenĂĄrio, sem necessidade de passar pelas comissĂ”es da Casa.
Alerta
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A AgĂȘncia Nacional de VigilĂąncia SanitĂĄria (Anvisa) emitiu alerta de farmacovigilĂąncia sobre os riscos do uso indevido de canetas emagrecedoras. O grupo inclui a dulaglutida, a liraglutida, a semaglutida e a tirzepatida.
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Em nota, a Anvisa destacou que, embora o risco conste das bulas dos medicamentos aprovados no Brasil, as notificaçÔes tĂȘm aumentado tanto no cenĂĄrio internacional quanto no cenĂĄrio nacional, o que exige reforço das orientaçÔes de segurança.
O monitoramento mĂ©dico, segundo a agĂȘncia, Ă© motivado pelo risco de eventos adversos graves, incluindo pancreatite aguda, que podem incluir formas necrotizantes e fatais.
No inĂcio do mĂȘs, a AgĂȘncia Reguladora de Medicamentos e Produtos de SaĂșde (MHRA) do Reino Unido tambĂ©m emitiu alerta para o risco, ainda que pequeno, de casos de pancreatite aguda grave em pacientes que utilizam canetas emagrecedoras.
*Colaborou Lucas Pordeus LeĂłn

