Camarote é interditado após investigação sobre rifas e lavagem de dinheiro

Espaço de luxo no Carnaval de Salvador foi fechado antes da abertura e dono acabou preso em operação policial

Camarote em Salvador é interditado após operação policial que apura rifas ilegais, lavagem de dinheiro e possível elo com o tráfico.
Camarote em Salvador é interditado após operação policial que apura rifas ilegais, lavagem de dinheiro/Foto: Ascom Polícia Civil

O início do Carnaval em Salvador foi marcado pela ausência de um dos espaços privados mais aguardados da programação. Um camarote de grande porte, com três pavimentos, múltiplos palcos e painéis de LED, acabou lacrado antes da abertura oficial ao público.

A medida foi determinada no contexto de uma investigação conduzida pela Polícia Civil da Bahia, que apura um suposto esquema de rifas divulgadas em redes sociais com indícios de irregularidades financeiras. O proprietário do espaço é o influenciador Diogo Santos de Almeida, conhecido como Diogo 305.

As investigações começaram ainda em 2024, após autoridades identificarem transações consideradas incompatíveis com a atividade declarada pelo investigado. Um dos pontos que chamou atenção foi a aquisição de uma aeronave avaliada em mais de R$ 12 milhões, feita em conjunto com outro suspeito de envolvimento em lavagem de dinheiro.

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De acordo com os policiais, as rifas promovidas tinham valores simbólicos e prometiam prêmios de alto custo, como veículos de luxo e animais de raça. O modelo, com vendas em grande escala e valores muito baixos, teria dificultado o rastreamento da origem dos recursos.

A legislação brasileira permite rifas apenas com finalidade beneficente e sem fins lucrativos. A suspeita é de que o esquema funcionasse como mecanismo para movimentar e ocultar valores de origem ilícita.

Durante o cumprimento de mandados judiciais, os agentes apreenderam veículos de alto padrão, dinheiro em espécie e munições de diferentes calibres na residência do influenciador. A polícia também investiga se os prêmios anunciados nas redes sociais eram efetivamente entregues aos participantes.

No dia da operação, o suspeito teria tentado deixar o local ao notar a movimentação policial, mas foi alcançado e detido. A prisão em flagrante foi posteriormente convertida em preventiva pela Justiça. Ele poderá responder por contravenção penal, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Com o espaço interditado, a estrutura passou a ser utilizada como ponto estratégico de apoio às forças de segurança durante a festa, inclusive para monitoramento aéreo com drones. As investigações continuam para apurar possível participação de outras pessoas no esquema.

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