A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra CĂĄrmen LĂșcia, apresentou nesta terça-feira (10) aos presidentes dos tribunais regionais eleitorais (TREs) dez recomendaçÔes que deverĂŁo ser seguidas pelos juĂzes eleitorais durante as eleiçÔes de outubro.

As orientaçÔes foram apresentadas em reunião realizada na tarde de hoje.
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As regras deverĂŁo servir de parĂąmetro Ă©tico para disciplinar o comportamento dos magistrados da Justiça Eleitoral durante o pleito. Na semana passada, as orientaçÔes foram anunciadas pela ministra durante a sessĂŁo de abertura dos trabalhos de 2026.Â
Entre as principais regras, os juĂzes eleitorais devem divulgar a agenda de audiĂȘncias com partes e advogados.
Os magistrados não podem fazer manifestaçÔes sobre os processos que tramitam na Justiça Eleitoral e também estão proibidos de participar de eventos com candidatos ou seus aliados.
Eles tambĂ©m nĂŁo podem publicar suas escolhas polĂticas nas redes sociais.
>> Confira as regras:Â
- AudiĂȘncias:Â Garantir a publicidade das audiĂȘncias com partes e advogados, candidatas ou candidatos e partidos polĂticos, divulgando previamente as agendas (que sejam realizadas dentro ou fora do ambiente institucional);
- ManifestaçÔes: Manter postura comedida em intervençÔes e manifestaçÔes pĂșblicas ou privadas, inclusive em agendas profissionais ou pessoais, sobre temas relacionados ao processo eleitoral, estejam ou nĂŁo submetidos Ă sua jurisdição;
- Eventos: Evitar comparecer a eventos pĂșblicos ou privados que promovam confraternização com candidatas ou candidatos, seus representantes ou pessoas direta ou indiretamente interessadas na campanha, em razĂŁo do potencial conflito de interesses;
- Redes sociais: Abster-se de manifestaçÔes, em qualquer meio, inclusive mĂdias digitais e redes sociais, sobre escolhas polĂticas pessoais, para nĂŁo gerar dĂșvidas quanto Ă imparcialidade das decisĂ”es judiciais;
- Presentes: NĂŁo receber ofertas, presentes ou favores que possam colocar em dĂșvida a imparcialidade no exercĂcio da jurisdição;
- Escritórios de advocacia: Ficar afastado de atos ou processos nos quais escritórios de advocacia dos quais façam parte estejam representando interesses;
- Atividades privadas: NĂŁo assumir compromissos com atividades nĂŁo judiciais que prejudiquem o cumprimento dos deveres funcionais;
- SinalizaçÔes: Evitar quaisquer sinalizaçÔes favorĂĄveis ou contrĂĄrias a candidatas ou candidatos, partidos polĂticos ou ideologias, sob pena de suscitar ilaçÔes de favorecimento ou perseguição em julgamentos;
- Divulgação: Assegurar que apenas a autoridade competente torne pĂșblicos atos judiciais e administrativos, evitando equĂvocos de interpretação ou divulgaçÔes precipitadas ou inadequadas sobre o processo eleitoral;
- TransparĂȘncia: Reafirmar a transparĂȘncia como princĂpio republicano essencial, garantindo ampla publicidade dos atos da Justiça Eleitoral, de forma a assegurar ao eleitor o direito Ă informação segura e baseada em fatos.
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STF
No Supremo Tribunal Federal (STF), CĂĄrmen LĂșcia Ă© relatora do CĂłdigo de Ătica da Corte.
A proposta de criação do código foi feita pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin, na semana passada, após os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli serem criticados publicamente sobre as investigaçÔes envolvendo as fraudes no Banco Master.
No mĂȘs passado, Moraes negou ter participado de um encontro com o ex-presidente do Banco de BrasĂlia (BRB) Paulo Henrique Costa, no primeiro semestre de 2025, na casa do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.Â
O suposto encontro foi noticiado pelo Portal MetrĂłpoles e teria ocorrido em meio ao processo de tentativa de compra do Master pelo BRB. Em nota Ă imprensa, Moraes classificou a reportagem como âfalsa e mentirosaâ.
Antes da liquidação do Master pelo Banco Central, o escritĂłrio de advocacia Barci de Moraes, que pertence Ă famĂlia do ministro, prestou serviços ao banco de Vorcaro.Â
Toffoli passou a ser criticado por permanecer na condição de relator do caso apĂłs matĂ©rias jornalĂsticas informarem que a PolĂcia Federal encontrou irregularidades em um fundo de investimento ligado ao Banco Master. O fundo comprou uma participação no resort TayayĂĄ, localizado no ParanĂĄ, que era de propriedade de familiares do ministro.

