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Carnaval de Salvador é marcado por brigas entre cantores; entenda os impasses

Por Redação

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Reprodução

O Carnaval de Salvador 2026 está entregando muita música, mas também uma dose extra de polêmica nos bastidores. A maior festa de rua do planeta enfrenta uma série de desafios logísticos que culminaram em reclamações públicas de grandes estrelas. O foco das tensões é o Circuito Dodô (Barra-Ondina), onde atrasos, engarrafamentos de trios e disputas por protagonismo dominaram as manchetes.

A “Batalha” pela Ordem dos Trios

Um dos pontos mais sensíveis envolve a “Rainha do Axé”, Daniela Mercury. A Justiça da Bahia revogou recentemente a decisão que garantia ao seu Bloco Crocodilo o direito de abrir o trajeto. Daniela luta há uma década para retomar o posto de abertura, alegando tradição histórica, enquanto a prefeitura mantém o cronograma oficial divulgado na véspera da festa.

Bell Marques e Filhos de Gandhy: Conflito de Ritmos

O veterano Bell Marques também não escondeu sua insatisfação. No domingo (15/2), o Bloco Camaleão ficou retido devido a um atraso do Olodum, que desfilava à frente.

Ivete e Anitta: Entre a Solidariedade e o Aperto

Enquanto o clima esquentava, Ivete Sangalo viralizou ao sair em defesa de Bell Marques, pedindo paciência aos foliões. “Acontecem percalços em festas de aglomeração. Meu respeito a ele, que imprimiu personalidade a esta festa”, declarou a cantora, colocando-se à disposição para ajudar na fluidez do circuito.

Já a “Girl from Rio”, Anitta, precisou interromper seu show na última sexta-feira (13/2) para dar uma resposta direta ao público da pipoca, que reclamava da lentidão:

“Eu estou tentando andar, gente, mas tem outro trio aqui na frente. Não consigo criar asa, não! Tá aglomerado ali”, explicou a cantora, preocupada com a segurança dos foliões espremidos entre os trios.

Logística sob Pressão

A Prefeitura de Carnaval de Salvador reforça que a programação é planejada para garantir a segurança, mas o volume recorde de público em 2026 tem testado os limites dos circuitos. Com trios cada vez maiores e tecnológicos, o espaço físico da orla soteropolitana torna-se um desafio para a engenharia do tráfego da folia.

Fonte: Metrópoles

Redigido por: ContilNet

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