O Carnaval do Rio de Janeiro sempre foi marcado pela tradição, mas nos últimos anos outro fator tem chamado atenção nos bastidores e na Marquês de Sapucaí: a presença cada vez mais forte de herdeiros de famílias históricas do samba em posições de comando. Em meio ao debate sobre “nepo babies”, sobrenomes conhecidos seguem exercendo influência decisiva na estrutura das escolas.
À frente da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) está Gabriel David, filho de Aniz Abraão David, o Anísio. Na diretoria financeira da Liga, outro sobrenome tradicional: João Drumond, neto de Luiz Pacheco Drumond. João também ocupa o cargo de vice-presidente da Imperatriz Leopoldinense, presidida por sua mãe, Cátia Drumond.
Na Unidos do Viradouro, o diretor-executivo Marcelinho Calil é filho de Marcelo Calil Petrus, conhecido como Marcelão, presidente de honra da escola, e neto de Antônio Petrus Kalil, o Turcão. Já na Mocidade Independente de Padre Miguel, a transição recente levou Gustavo de Andrade ao comando após a prisão do patrono Rogério de Andrade em 2024, consolidando mais um capítulo em que laços familiares seguem influenciando os rumos do carnaval carioca.
