O Carnaval do Rio sempre foi um palco de tradição e ancestralidade, mas nos bastidores de 2026, um novo termo tomou conta das conversas: os “nepo babies” do samba. A nova geração de dirigentes, composta por filhos e netos de figuras históricas, assumiu de vez o comando da folia carioca, provando que o sobrenome continua sendo o passaporte mais valioso na Marquês de Sapucaí.
Atualmente, cargos de alta influência na Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) e na diretoria das agremiações do Grupo Especial são ocupados por jovens que herdaram não apenas a paixão pelo samba, mas também o comando político das instituições.
A Nova Cúpula da Liesa
O comando da entidade máxima do Carnaval do Rio reflete essa transição geracional:
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Gabriel David: Filho de Aniz Abraão David (o Anísio), Gabriel é hoje o presidente da Liesa, trazendo uma visão empresarial e tecnológica para os desfiles.
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João Drumond: Neto do histórico Luizinho Drumond, João ocupa a diretoria financeira da Liga. Ele também exerce a vice-presidência da Imperatriz Leopoldinense, escola presidida por sua mãe, Cátia Drumond.
O Poder nas Escolas de Samba
A sucessão familiar também é nítida nas agremiações que disputam o título de 2026:
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Unidos do Viradouro: Marcelinho Calil atua como diretor-executivo da escola de Niterói. Ele é filho de Marcelo Calil Petrus (o Marcelão) e neto de Antônio Petrus Kalil, o Turcão, figura central na história da agremiação.
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Mocidade Independente: Em meio a turbulências jurídicas, o comando da Estrela Guia de Padre Miguel passou para as mãos de Gustavo de Andrade. O jovem, apelidado de “príncipe”, assumiu a missão de reorganizar a escola enquanto o pai, o patrono Rogério Andrade, permanece afastado.
Renovação ou Continuidade?
A presença desses herdeiros no Carnaval do Rio divide opiniões. Se por um lado críticos apontam para a concentração de poder em poucas famílias, por outro, defensores da nova gestão destacam a profissionalização e a modernização dos desfiles. Com investimentos pesados em tecnologia e marketing, esses novos dirigentes buscam garantir que o maior espetáculo da Terra continue sendo lucrativo e relevante na era digital.
Independentemente das críticas, uma coisa é certa: os desfiles de 2026 mostram que, na Sapucaí, o sangue azul (ou de qualquer outra cor de pavilhão) fala mais alto quando o assunto é gestão e poder.
Fonte: Metrópoles
Redigido por: ContilNet

