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Cinegrafista de estrelas do conteúdo adulto revela impactos psicológicos; entenda

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Cinegrafista de estrelas do conteúdo adulto revela impactos psicológicos; entenda

Após anos nos bastidores gravando com algumas das principais estrelas do conteúdo adulto brasileiro, o cinegrafista Andreas Ciero afirmou que a rotina por trás das câmeras é muito diferente da imagem idealizada vista nas telas. Em entrevista ao podcast Sem Filtro, apresentado por Luiza Ambiel, o profissional abriu o jogo sobre os bastidores da indústria.

Durante a conversa, Andreas abordou desde a questão financeira e a “ilusão” da edição até o impacto psicológico da exposição constante ao sexo como ferramenta de trabalho. Ele admitiu, inclusive, que já cogitou passar para a frente das câmeras por conta dos altos ganhos dos atores.

“Financeiramente, eu já pensei sim em entrar para a cena. Porque é bizarro ver os caras ganhando. Tem moleque que fala que ganha em um mês o que eu não ganho em dois anos. Eu fico ali no backstage, trampando, enquanto os caras estão ganhando muito mais que eu. Aí você começa a pensar se não valeria a pena. Mas, ao mesmo tempo, tem um peso grande, porque você troca sua intimidade por dinheiro”, afirmou.

O profissional também desmistificou a ideia de que as gravações fluem de forma perfeita. Segundo Andreas, o resultado final é uma construção técnica minuciosa.

“Muita gente acha que a cena flui perfeita do começo ao fim, mas não é assim. Às vezes não tem química, às vezes a performance não encaixa, e aí o trabalho da edição é praticamente contar uma mentira bem feita. A gente pega os melhores momentos, junta tudo e transforma numa cena que parece perfeita. Quem assiste acha que foi tudo incrível, mas por trás teve pausa, ajuste, tentativa de posição”, declarou.

Impactos sociais e psicológicos na vida do cinegrafista

O câmera também detalhou como o ambiente mexeu com seu psicológico e com sua vida pessoal, revelando que o excesso de exposição alterou sua percepção de realidade e seu desejo.

“No começo, quando eu ainda estava solteiro e comecei a mergulhar de vez nesse mercado, ver cena o dia inteiro mexeu muito com a minha cabeça. Eu comecei a me achar o fodão, como se eu fosse o rei do mundo. Você convive com muita gente bonita, muita validação, e isso sobe para a cabeça. Teve um momento que eu percebi que estava deslumbrado demais”, afirmou.

Segundo ele, a exaustão visual chegou a afetar sua intimidade: “Teve uma fase que eu chegava em casa e não queria ver sexo. Eu passava o dia inteiro vendo cena, performance, gravação. Quando chegava em casa, a última coisa que eu queria era transar. Você começa a associar sexo com trabalho, com pressão, com entrega de resultado, e isso cobra um preço psicológico”, desabafou.

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