A Academia Acreana de Letras (AAL) encerrou, na última sexta-feira (20), o processo de inscrição de chapas para concorrer às eleições para a Diretoria Executiva e Conselho Fiscal da AAL para o biênio 2026-2028.
Durante o processo, apenas a chapa “Todos pela cultura: letras que unem, memórias que permanecem” foi inscrita. A chapa é composta por José Dourado de Souza, Edir Figueira Marques de Oliveira, Manoel Coracy Saboia Dias, Geórgia Pereira Lima, Maria de Fátima Mendes Cordeiro Silva, Rubicleis Gomes da Silva e Nilda Dantas Pires como diretoria executiva.
Para o conselho fiscal, os membros titulares são Elizeu da Costa Melo, Milton Menezes Junior e Sebastião Isaac de Melo. Os membros suplentes são Adelino César Fernandes de Oliveira, Eduardo de Araújo Carneiro e Jefferson Henrique Cidreira.
O processo de votação acontecerá no dia 02 de março de 2026, das 9h às 16h. No mesmo dia, das 18h às 19h, acontecerá a posse, na Sede da AAL.
Ao ContilNet, o professor José Dourado explicou que, entre os princípios norteadores da chapa, está uma visão humanista e inclusiva, orientando-se por princípios que valorizam o potencial ilimitado do ser humano, dividido em cinco eixos estratégicos:
- Fortalecimento Institucional, Interiorização e Parcerias Estratégicas
- Fomento à Leitura e Produção Literária
- Valorização e Divulgação dos Autores Acreanos
- Sustentabilidade e Captação de Recursos
- Ações internas de Gestão: Autonomia, Diversidade e Democracia
“Defendemos que, independentemente de suas diferenças territoriais, econômicas, políticas e culturais, todas as sociedades devem priorizar a existência digna de seus membros, rejeitando qualquer noção de superioridade entre grupos e trabalhando ativamente para diminuir as desigualdades. Nesse sentido, a cultura e a ciência são entendidas como ferramentas essenciais, empenhadas em aprofundar a compreensão do ser humano e, com isso, contribuir para a construção de condições de vida cada vez mais dignas”, afirma o plano.
Academia Acreana de Letras
Com 88 anos de história, a Academia Acreana de Letras (AAL), fundada em 17 de novembro de 1937, representa um pilar insubstituível da cultura e da memória do Acre. A ALL foi reconhecida como Utilidade Pública desde 1967 e filiada à Federação das Academias de Letras do Brasil.
Quatro reuniões preparatórias precederam a instalação da AAL, no Ginásio Acreano, com a participação dos ilustres intelectuais na comissão fundadora: Amanajós de Alcântara Vilhena de Araújo, José Barreiros e Paulo de Menezes Bentes. A primeira reunião foi realizada no dia 22 de outubro de 1937. Na ocasião, Paulo Menezes Bentes, em razão da ausência justificada de Amanajós Araujo, assume a presidência da sessão. Iniciado os trabalhos,
Bentes apresenta as etapas essenciais para a constituição da Academia de Letras.
Além dos membros da comissão, outros intelectuais também estiveram presentes, tais como: Damasceno Geriane, Felippe Meninéia, Nilson Resende e Verginaud Melo. Eles manifestaram total apoio e interesse na criação da instituição, sugeriram que outros intelectuais também fossem convocados, tais como Epaminondas Martins, Areal Souto, Francisco Conde, Mário Lobão e Nembri de Brito.

