A interdição da BR-364, no trecho que passa pelo município de Feijó, entrou no segundo dia neste sábado (21), após moradores manterem o bloqueio como forma de pressionar o poder público por melhorias na área da saúde. Pneus foram colocados na pista ainda nas primeiras horas da sexta-feira (20), impedindo a passagem de veículos.
Vídeos registrados ao longo do sábado mostram que os moradores organizaram uma tenda, com alimentação preparada no próprio local, com direito a churrasco e música. A mobilização, segundo eles, deve continuar por tempo indeterminado.
“Eles já mataram boi, carneiro, e vão virar a noite, enquanto o governador não aparecer eles não vão liberar a estrada”, disse uma fonte ao ContilNet
De acordo com relatos de participantes, o grupo só pretende encerrar o protesto com a presença do governador Gladson Camelí no local para dialogar diretamente com a comunidade. Enquanto aguardam uma resposta, os manifestantes permanecem concentrados às margens da rodovia.
Cobrança por hospital e melhorias na saúde
O principal motivo do protesto é a demora na conclusão das obras do Hospital Geral de Feijó, considerado essencial para ampliar o atendimento médico na região. Os manifestantes afirmam que a estrutura atual não atende à demanda do município e cobram mais agilidade na entrega da unidade reformada.
Obra é apontada como maior intervenção em décadas
Em comunicado anterior, o Governo do Acre informou que a reforma e ampliação do hospital estão na fase final. A previsão oficial é que o primeiro bloco seja entregue até abril.
Segundo o Estado, os serviços são executados pela Secretaria de Estado de Obras Públicas (Seop) em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), representando o maior investimento estrutural realizado no prédio desde a década de 1980.
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