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DPU aponta inconsistências em regras de cotas no concurso PF

Por Redação

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Reprodução

A Defensoria Pública da União (DPU) emitiu um importante alerta sobre a condução do Concurso PF. Através da Nota Técnica nº 23/2026, o órgão aponta inconsistências graves na aplicação das regras de cotas para candidatos negros e pessoas com deficiência (PcD). Segundo a Defensoria, a interpretação adotada pelo Cebraspe viola o princípio da isonomia e prejudica a eficiência da administração pública.

A análise detalha que a banca organizadora utilizou critérios distintos para situações idênticas dentro do edital. Enquanto o total de vagas foi respeitado na classificação geral, o mesmo rigor não teria sido aplicado no remanejamento de vagas remanescentes, gerando um impasse jurídico.

147 vagas em jogo

A inconsistência apontada pela DPU resultou em um cenário onde 147 vagas ficaram ociosas, mesmo com candidatos aprovados em todas as etapas do certame aguardando convocação.

Resistência nos bastidores

Apesar do peso da recomendação da Defensoria, fontes internas indicam que a Polícia Federal não está inclinada a acatar as orientações da Nota Técnica de forma imediata. A manutenção do resultado atual pode levar o caso para a esfera judicial, onde os candidatos prejudicados devem buscar o direito à nomeação baseados nos argumentos de isonomia apresentados pela DPU.

Para os aprovados no Concurso PF que se encontram fora das vagas devido a esse critério de remanejamento, a manifestação da DPU é um fôlego extra na luta pela convocação. O desfecho dessa queda de braço institucional definirá o futuro de centenas de novos agentes e delegados que o país aguarda para reforçar suas fileiras.

Confira nota técnica na íntegra!

Reunião com MJ sobre excedentes e cotistas

Em 27 de janeiro, a Defensoria Pública da União solicitou audiência com o Ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, para discutir as vagas excedentes do cargo de Agente de Polícia Federal e a situação dos candidatos aprovados nas cotas raciais.

O pedido busca debater alternativas que preservem a segurança jurídica do edital e permitam maior flexibilidade na aplicação da cláusula de barreira.

Nomeações de excedentes

Paralelamente, o processo para nomeação de candidatos excedentes avançou. Em 6 de fevereiro, o Diretor-Geral da Polícia Federal, Andrei Augusto Passos Rodrigues, encaminhou ao Ministro Wellington César Lima e Silva minuta de decreto que autoriza a convocação de 1.456 candidatos aprovados além do quantitativo original previsto no edital.

O documento propõe distribuir as vagas adicionais entre os cinco cargos do concurso PF: 863 para Agente de Polícia Federal, 307 para Escrivão de Polícia Federal, 237 para Delegado de Polícia Federal, 32 para Perito Criminal Federal e 17 para Papiloscopista Policial Federal.

O provimento dos cargos ficará condicionado à existência de vagas na data da nomeação e à declaração do ordenador de despesa sobre adequação orçamentária e financeira com a Lei Orçamentária Anual e a Lei de Diretrizes Orçamentárias. A minuta aguarda análise e tramitação pelos órgãos competentes.

Concurso PF: cargos vagos

Segundo a Polícia Federal, atualmente há 2.365 cargos vagos nas cinco carreiras da corporação. A carreira de Agente é a que apresenta o maior déficit, com 1.441 vagas em aberto.

O detalhamento é o seguinte:

Panorama do concurso PF

Organizado pelo Cebraspe, o concurso PF está em andamento, ofertando 1.000 vagas para as carreiras de Agente, Perito Criminal, Escrivão, Papiloscopista e Delegado. O salário inicial é de até R$ 26,8 mil.

Confira, abaixo, a distribuição das vagas:

Os candidatos estão sendo avaliados por meio das etapas seguintes:

As provas foram realizadas nas capitais de todos os estados e no Distrito Federal, no dia 27 de julho.

Resumo do concurso PF

Fonte: Direção Concursos

Redigido por: ContilNet

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