“Condenaram com base em opiniões pessoais”, diz defesa após sentença contra Hytalo e Euro

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Um dos advogados de Hytalo Santos e Euro, Sean Kompier Abib, usou as redes sociais, no último domingo (22/2), para afirmar que a condenação dos dois por estupro ocorreu exclusivamente com base em opiniões pessoais e que as vítimas, menores de idade, alegaram que nunca foram exploradas sexualmente. Hytalo foi condenado a 11 anos e 4 meses de detenção, e Euro, a 8 anos e 10 meses.

“É importante a gente deixar aqui muito claras algumas questões. A primeira: há uma sentença que, infelizmente, escolheu ignorar toda a prova dos autos. Condenaram exclusivamente com base em opiniões pessoais. Tudo o que foi produzido, tudo o que foi desconstruído, tudo o que trouxe a verdade dos fatos foi ignorado pela sentença, que preferiu ficar com opiniões mais pessoais e subjetivas do que efetivamente com o que havia ali”, iniciou na gravação compartilhada no Instagram.

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Reprodução Instagram Sean Kompier Abib e CNN
Sean Kompier Abib e Hytalo SantosReprodução Instagram Sean Kompier Abib e CNN
Foto: Reprodução
Hytalo Santos e Euro durante audiênciaFoto: Reprodução
Reprodução: Globo
Hytalo Santos e Israel Nata Vicente, o EuroReprodução: Globo

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Em seguida, a defesa citou os relatos das testemunhas: “Testemunhas que disseram o oposto do que teriam dito no começo, isso não foi considerado. Testemunhas que disseram que os meninos eram ótimas pessoas, que ajudavam, que nunca produziram conteúdo de caráter pornográfico, não exploravam e que, ao contrário, estavam ali ajudando em uma situação muito maior, isso não foi levado em conta”.

“As indicadas vítimas foram levadas por nós e disseram exatamente que nunca foram exploradas sexualmente ou qualquer coisa do gênero, e isso não foi levado em conta. Então, tudo isso já foi suficiente para a gente ver que é uma sentença que errou, e errou feio. E a gente acredita que o Tribunal de Justiça da Paraíba não vai deixar essa questão passar e que todos esses erros serão corrigidos, e eles fatalmente serão absolvidos”, pontuou.

Em seguida, mencionou o que já havia dito em nota enviada à reportagem do portal LeoDias, sobre o suposto episódio de racismo e homofobia praticado pelo juiz:

“Agora eu venho aqui, e isso é um ponto que é muito caro para nós, advogados do caso, que, quando a sentença escolhe discutir a questão da personalidade do Ítalo, ela faz o seguinte comentário: que somente pelo fato de ele ser negro e gay, isso não poderia significar um aumento de pena, dando a entender que o fato de ele ter uma orientação sexual que não é ‘normal’, o fato de ele ser um rapaz de origem negra, seria já algum tipo de indicativo de que ele teria uma ‘personalidade desviante’”.

O advogado classificou a fala como absurda: “Esse argumento é um absurdo! É uma forma preconceituosa e discriminatória de se tratar uma pessoa e mostra que a sentença não soube separar quem era a pessoa dos fatos aos quais ela estava respondendo. E é obrigação de quem sentenciou, a obrigação desse documento oficial, era exatamente isso”.

Hytalo e Euro foram condenados no último sábado (21/2), pela Justiça da Paraíba. Na próxima terça-feira (24/2), será julgado o habeas corpus para definir se os dois permanecerão presos. Em agosto de 2025, o youtuber Felca publicou um vídeo intitulado “Adultização”, denunciando supostas práticas de exploração de menores envolvendo o influenciador, principalmente com Kamylinha. A notícia ganhou repercussão nacional e foi amplamente divulgada por este site, inclusive com reportagens exclusivas.

Desde 15 de agosto, Hytalo Santos e Israel Vicente estão presos. Inicialmente detidos em São Paulo, foram transferidos para a Paraíba e permanecem em prisão preventiva desde o dia 28 daquele mês.

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