A Copa do Mundo de 2026, que terá os Estados Unidos como principal sede ao lado de México e Canadá, entrou no centro de um debate internacional sobre a possibilidade de um boicote ao torneio.
A discussão ganhou força diante do cenário político norte-americano, especialmente por questões relacionadas à imigração e a críticas envolvendo direitos humanos. Apesar disso, a Fifa descarta qualquer chance concreta de que o Mundial deixe de ser realizado.+9
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O presidente da entidade, Gianni Infantino, afirmou que não vê fundamentos para esse tipo de movimento. “Não existe base prática para um boicote à competição”, declarou o dirigente em entrevista nesta segunda-feira (2).
Segundo ele, não há precedentes recentes de campanhas semelhantes contra eventos esportivos realizados nos Estados Unidos, mesmo diante de críticas recorrentes ao país em outras áreas.
Infantino também defendeu que o futebol não deve ser usado como ferramenta de exclusão política. “Em um mundo marcado por tensões, o esporte precisa ser um espaço de encontro entre os povos, e não um instrumento de sanção ou isolamento”, afirmou.
Para o presidente da Fifa, a Copa deve servir como um ponto de convergência internacional, e não como palco de disputas diplomáticas.
Pressões políticas
Parte das críticas à realização do Mundial nos Estados Unidos está ligada ao endurecimento de políticas migratórias em algumas regiões do país. Um dos exemplos citados é a cidade de Minneapolis, que adotou medidas mais rígidas de fiscalização e cooperação com autoridades federais de imigração. Grupos contrários a essas políticas questionam se torcedores estrangeiros terão segurança e garantias adequadas durante o torneio.
O debate se intensificou após a aproximação pública entre Gianni Infantino e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em um evento oficial da Fifa em Washington, o dirigente concedeu ao presidente uma homenagem relacionada à promoção da paz por meio do esporte. O gesto foi alvo de críticas de setores que veem contradição entre esse discurso e a política migratória adotada pelo governo norte-americano.
Mesmo diante das pressões, a Fifa mantém o planejamento original da Copa de 2026, que será a primeira da história com 48 seleções e partidas distribuídas entre três países.
Comparação com o banimento da Rússia
A postura da Fifa em relação aos Estados Unidos tem sido comparada ao tratamento dado à Rússia, suspensa desde 2022 de todas as competições organizadas pela Fifa e pela Uefa em razão da invasão da Ucrânia. O banimento impede clubes e seleções russas de participarem de torneios internacionais.
Sobre esse tema, Infantino indicou que a situação pode ser reavaliada no futuro. Ele afirmou que a suspensão “não produziu os efeitos esperados” e sugeriu que uma eventual reintegração poderia ser considerada dentro de um esforço diplomático mais amplo. Segundo o dirigente, permitir o retorno de atletas russos “não significa endossar decisões políticas”, mas sim evitar o isolamento esportivo.
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