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Defesa Civil alerta para risco de nova subida do Rio Acre e aumento de desmoronamentos

Por Anne Nascimento, ContilNet

Apesar da  vazante registrada nas últimas horas, o nível do Rio Acre pode voltar a subir rapidamente nas próximas semanas, diz Defesa Civil

De acordo com o boletim divulgado às 5h20 desta terça-feira (17), o rio marcou 7,41 metros, apresentando leve queda. Foto: Reprodução/De Olho no Rio

Apesar da  vazante registrada nas últimas horas, o nível do Rio Acre pode voltar a subir rapidamente nas próximas semanas. O alerta é do coordenador municipal da Defesa Civil de Rio Branco, tenente-coronel Cláudio Falcão, que destacou ao ContilNet, nesta terça-feira (17), o risco de novas oscilações e aumento de desmoronamentos.

De acordo com o boletim divulgado às 5h20 desta terça-feira (17), o rio marcou 7,41 metros, apresentando leve queda. Nas últimas 24 horas, foram registrados 11,20 milímetros de chuva na capital. A cota de alerta é de 13,50 metros e a de transbordo, 14 metros – níveis ainda distantes da medição atual.

Mesmo assim, Falcão reforça que o cenário exige acompanhamento constante. “A possibilidade de aumentar é iminente. Nós ainda temos o restante do mês de fevereiro e todo o mês de março. O nível pode subir rapidamente, é natural”, afirmou.

Segundo ele, embora tenha havido vazante em Rio Branco, o mesmo não ocorreu em cidades que influenciam diretamente o comportamento do rio na capital.

“De ontem para hoje teve vazante, mas pequena. Já tivemos aumento de nível em Brasileia e também em Capixaba, praticamente um metro em cada lugar. Isso deve acontecer com frequência”, explicou.

O coordenador lembra que, mesmo com previsão de chuvas perdendo força nas próximas semanas, ainda pode haver mudanças bruscas até o fim de março. “Podemos ter reviravoltas. Ainda pode ter mais subidas e mais descidas”, destacou.

Solo encharcado preocupa

Outro ponto de atenção é o risco de desmoronamentos. Segundo a Defesa Civil, o solo está com 94% de encharcamento, o que aumenta significativamente a possibilidade de deslizamentos, tanto nas margens do rio e igarapés quanto em outras áreas da cidade.

“Cada vez que o nível aumenta e depois baixa, o risco de desmoronamento cresce muito. Não apenas nas margens do rio, mas em outras localidades também”, alertou Falcão.

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