Um vídeo divulgado pela defesa do adolescente indiciado por maus-tratos ao cão comunitário Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis (SC), passou a integrar o caso e levanta questionamentos sobre a dinâmica das agressões investigadas pela Polícia Civil.
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De acordo com as autoridades, o episódio de violência teria ocorrido na madrugada do dia 4 de janeiro, entre 5h25 e 5h58, conforme registros de câmeras de segurança analisados durante a investigação. O animal morreu no dia seguinte, 5 de janeiro.
Já a defesa, representada pelos advogados Alexandre Kale e Rodrigo Duarte, apresentou novas imagens que, segundo eles, seriam da mesma data dos fatos. Na gravação, dois cães aparecem circulando pelas ruas do bairro após as 7h. Conforme os advogados, um dos animais, que surge se alimentando próximo a lixeiras, seria Orelha.
Os defensores afirmam que o vídeo pode enfraquecer a linha de acusação ao sugerir que o cachorro ainda estava vivo e circulando pela região após o período em que as agressões teriam ocorrido. A gravação, no entanto, apresenta cortes e ainda será analisada pelas autoridades responsáveis pelo caso.
Orelha era conhecido como um cão comunitário e costumava circular pela Praia Brava, sendo cuidado por moradores e frequentadores da região. A morte do animal gerou comoção e mobilização nas redes sociais, com pedidos por responsabilização dos envolvidos.
A Polícia Civil segue investigando o caso e deve avaliar o novo material apresentado pela defesa, além de outros laudos e depoimentos reunidos durante o inquérito. Até o momento, não houve divulgação de conclusão oficial sobre a responsabilidade pelo crime.
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