A Polícia Civil de São Paulo investiga o manobrista Severino José da Silva, de 43 anos, apontado como responsável pela preparação do produto usado na manutenção da piscina da academia C4 Gym, localizada no Parque São Lucas, na Zona Leste da capital. A informação foi confirmada pelo delegado Alexandre Bento durante entrevista coletiva nesta terça-feira (10).
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A apuração começou após seis pessoas apresentarem sintomas de intoxicação depois de uma aula de natação na unidade. Entre as vítimas estava a professora Juliana Faustino Bassetto, que passou mal durante o treino no último sábado (7) e morreu após ser levada ao hospital. Outras cinco pessoas, incluindo o marido dela, também precisaram de atendimento médico.
Inicialmente, a principal hipótese era de que a contaminação tivesse ocorrido por alguma substância presente na água da piscina. No entanto, segundo o delegado, análises preliminares, depoimentos e imagens de câmeras de segurança indicaram que a intoxicação pode ter sido causada pela dispersão de um gás tóxico no ambiente.
“Identificamos como responsável pela preparação do produto o manobrista”, afirmou Alexandre Bento.
De acordo com a polícia, Severino exercia diversas funções na academia, atuando tanto como manobrista quanto no apoio a serviços gerais, entre eles a preparação do material usado na limpeza da piscina. Ele compareceu à delegacia nesta terça-feira e prestou depoimento sobre o caso.
Questionado sobre um possível indiciamento, o delegado explicou que a situação ainda está em análise. “Estamos tentando entender a dinâmica dos fatos. Em tese, ele pode responder por homicídio culposo. Mas seguimos investigando, porque ele afirma que realizava o procedimento sob orientação de um dos proprietários da academia”, disse. Segundo o relato do funcionário, o produto era preparado por ele e deixado na borda da piscina para que o professor aplicasse após a última aula do dia, permitindo que a água ficasse em repouso até a limpeza no dia seguinte.
Além dos depoimentos, a Polícia Civil aguarda os laudos periciais do local e dos produtos apreendidos, bem como os relatórios médicos dos pacientes atendidos. O Conselho Regional de Química também analisa se o material utilizado estava de acordo com as normas técnicas e de segurança.
O caso segue sob investigação para esclarecer as responsabilidades e as circunstâncias que levaram à morte da professora e à intoxicação das demais vítimas.
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