O Acre registrou queda de 61,15% nos casos prováveis de dengue na 5ª semana epidemiológica de 2026, quando comparada ao mesmo período de 2025. Foram 223 casos neste ano, contra 574 na 5ª semana do ano passado. Os números são do Painel de Arboviroses do Ministério da Saúde.
Apesar da redução expressiva no recorte semanal, o estado ainda ocupa o terceiro lugar no ranking nacional de incidência, com 91,2 casos para cada 100 mil habitantes. Até 7 de fevereiro de 2026, o Acre contabilizou 803 casos prováveis de dengue e, felizmente, nenhum óbito confirmado. No cenário nacional, o estado fica atrás apenas de Tocantins (215,9 casos por 100 mil habitantes) e Goiás (176,3).
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Quem está sendo mais afetado
Os dados mostram que os casos estão distribuídos igualmente entre homens e mulheres — 50% para cada.
Em relação à raça/cor declarada:
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- 89,4% dos casos são em pessoas pardas;
- 5,4% em brancas;
- 1,1% em pretas;
- 0,7% em indígenas;
- 0,1% em amarelas;
- 3,2% sem informação.
Faixa etária: jovens e adultos concentram mais registros
A dengue atinge todas as idades no estado, mas há maior concentração entre jovens e adultos:
- 20 a 29 anos: 838 homens e 150 mulheres
- 30 a 39 anos: 715 homens e 220 mulheres
- 40 a 49 anos: 616 homens e 130 mulheres
- 50 a 59 anos: 393 homens e 50 mulheres
- Também há números relevantes entre:
- 60 a 69 anos: 182 homens e 950 mulheres
- 70 a 79 anos: 147 homens e 60 mulheres
- 80 anos ou mais: 55 homens e 70 mulheres
Entre crianças e adolescentes:
- 10 a 14 anos: 353 meninos e 405 meninas
- 5 a 9 anos: 232 meninos e 601 meninas
- 15 a 19 anos: 344 rapazes e 210 moças
- 1 a 4 anos: 161 meninos e 7 meninas
- Menores de 1 ano: 51 meninos e 1 menina

