O desbarrancamento das margens do Rio Iaco tem gerado preocupação entre ribeirinhos e pessoas que dependem da navegação fluvial para se deslocar na região. O fenômeno, intensificado após o período de cheia elevada, passou a se agravar com o início da vazante, provocando a queda de árvores de grande e médio porte diretamente no leito e nas margens do rio.
Moradores relatam que o desbarrancamento se intensificou nos últimos dias e defendem ações preventivas | Foto: Cedida
A situação exige atenção redobrada dos navegantes, especialmente em áreas de curvas, margens mais altas e trechos conhecidos pelo histórico de erosão. O alerta se torna ainda mais sensível diante de episódios trágicos já registrados. Um dos casos mais marcantes e recentes, foi o do agente de saúde indígena Isaías Manchineri, que perdeu a vida enquanto viajava de canoa nas proximidades da aldeia Santa Cruz, no alto Rio Iaco, em decorrência de um acidente associado à queda de uma árvore, em uma de sua embarcação.
Moradores relatam que o desbarrancamento se intensificou nos últimos dias e defendem ações preventivas, como orientações aos ribeirinhos, monitoramento das áreas mais críticas e sinalização dos pontos de risco. Para muitas comunidades isoladas, o rio é a principal via de acesso a serviços essenciais, como saúde, educação e abastecimento.
Diante do cenário, autoridades e lideranças comunitárias reforçam a necessidade de prudência na navegação, recomendando a redução da velocidade das embarcações e a observação constante das margens, principalmente durante a noite ou em períodos de baixa visibilidade. A expectativa é que medidas de prevenção possam reduzir os riscos enquanto o nível do rio segue em processo de vazante.
