John Textor foi formalmente afastado do comando da Eagle Football Holdings (EFH), empresa que controla a SAF do Botafogo. A decisão ocorre após a Ares Management exercer uma cláusula de proteção ao crédito em processo interno na Justiça britânica, diante do agravamento do cenário financeiro e societário da holding.
O documento que oficializa a medida retroage ao fim de janeiro, período em que a possibilidade de afastamento já estava colocada. Com a decisão, Textor deixa o comando operacional da Eagle, em um movimento que altera a estrutura administrativa da empresa.
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De acordo com apuração do GLOBO, a iniciativa da Ares teve como ponto de partida uma reorganização interna promovida por Textor, que afastou membros independentes da governança da holding. A mudança foi interpretada pelos credores como um fator de risco adicional, o que levou ao acionamento de garantias contratuais previstas para casos de descumprimento ou deterioração da governança.
Apesar da alteração na liderança da Eagle, a estrutura societária do Botafogo permanece, neste momento, inalterada. A holding continua como controladora da SAF alvinegra. A eventual mudança na administração do clube depende de deliberação do Conselho da SAF ou do encerramento da decisão liminar do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que atualmente resguarda a composição do Conselho e o modelo de governança.
Com isso, mesmo com a Ares assumindo o controle da Eagle na condição de credora, a gestão do Botafogo segue sob a estrutura vigente. A permanência ou eventual saída de Textor do comando da SAF poderá ser definida em etapas posteriores do processo.

