Dupla acusada de matar tatuador é presa e enviada ao presídio de Rio Branco

Suspeitos apontados como “disciplinadores” de facção foram detidos após mandados expedidos ainda em janeiro; crime teria sido motivado por dívida com o tráfico

Foram presos e já estão no complexo penitenciário de Rio Branco os dois homens apontados como responsáveis pela execução do tatuador Wellington Carlos Martins Werklaenhg, de 48 anos. João Pedro da Silva e Fernando Firmino Guerra Trajano tiveram as prisões preventivas decretadas pela Justiça no dia 29 de janeiro e acabaram capturados no sábado (31), permanecendo agora à disposição do Judiciário.

A Polícia Civil apurou que a vítima era dependente químico e tinha uma dívida relacionada ao tráfico de drogas no bairro da Conquista. Foto: Ilustração

Segundo as investigações, a dupla tem ligação com uma facção criminosa e atuava como “disciplinadora” dentro da organização. Eles são investigados por homicídio triplamente qualificado. O corpo de Wellington foi encontrado no dia 25 de dezembro, boiando no Igarapé São Francisco, com marcas de tortura e perfurações provocadas por arma branca.

A Polícia Civil apurou que a vítima era dependente químico e tinha uma dívida relacionada ao tráfico de drogas no bairro da Conquista. Na noite de 22 de dezembro, Wellington teria sido abordado por integrantes da facção enquanto caminhava pela região e levado para uma área de mata próxima ao igarapé, nas proximidades da Rua Fonte Nova.

A princípio, o grupo pretendia aplicar apenas uma punição disciplinar. No entanto, conforme a investigação, a situação saiu do controle. Após uma longa sessão de agressões e tortura, Wellington foi morto a facadas. Em seguida, o corpo foi jogado no igarapé com as mãos e os pés amarrados, sendo localizado apenas no Dia de Natal.

Os dois suspeitos foram identificados por investigadores da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

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