Prepare o despertador e aponte os olhos para o céu. Na madrugada do dia 3 de março de 2026, o mundo testemunhará um Eclipse Lunar total que promete transformar o satélite natural da Terra em uma vibrante “Lua de Sangue“. O evento, que terá cerca de 58 minutos de totalidade, coincide com a Lua Cheia de março e carrega o curioso apelido de “Lua de Sangue da Minhoca”.
O fenômeno ocorre quando a Terra se posiciona exatamente entre o Sol e a Lua, projetando sua sombra sobre a superfície lunar e filtrando a luz solar, o que resulta na tonalidade avermelhada característica.
Por que “Lua de Sangue da Minhoca”?
O nome une dois conceitos astronômicos e culturais:
-
Lua de Sangue: Refere-se à cor avermelhada causada pela atmosfera terrestre durante o Eclipse Lunar total.
-
Lua da Minhoca: Nome dado pelos povos indígenas do Hemisfério Norte à lua cheia de março, época em que o solo descongela com o fim do inverno e as minhocas voltam a surgir na superfície.
Cronograma do Eclipse Lunar (Horário de Brasília)
Para quem pretende acompanhar o “apagão” lunar, a recomendação é ficar atento às fases do evento durante a madrugada de terça-feira (03/03):
| Fase do Eclipse | Horário de Início |
| Início Penumbral | 03h44 |
| Início Parcial | 04h50 |
| Início da Totalidade | 06h04 |
| Fim da Totalidade | 07h03 |
| Encerramento Geral | 09h23 |
Dicas de Observação
Ao contrário dos eclipses solares, o Eclipse Lunar é totalmente seguro para ser observado a olho nu, sem necessidade de filtros especiais ou óculos de proteção.
-
Localização: Escolha locais com baixa poluição luminosa (longe de grandes centros urbanos) para captar melhor o brilho carmesim.
-
Instrumentos: Embora não sejam obrigatórios, binóculos e telescópios amadores podem revelar detalhes incríveis das crateras lunares durante a penumbra.
-
Meteorologia: Fique de olho na previsão do tempo; o céu limpo é essencial para a visibilidade do fenômeno.
Este será um dos momentos mais fotogênicos de 2026, oferecendo uma oportunidade única para entusiastas da astronomia e astrofotógrafos registrarem a dança dos corpos celestes no sistema solar.
Fonte: Diário do Comércio
Redigido por: ContilNet

