Mesmo com uma leve retração em relação a dezembro, os empresários do comércio no Acre seguem confiantes e mais otimistas que a média nacional. Pelo menos, é o que aponta o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), que, no Estado, alcançou 108,3 pontos em janeiro de 2026, permanecendo acima dos 100 pontos – nível considerado satisfatório! – e superando o índice nacional, que ficou em 104,9 pontos.
VEJA TAMBÉM: Mais de 80% das famílias acreanas iniciaram 2026 endividadas, aponta pesquisa Fecomércio
A análise foi feita pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Acre (Fecomércio-AC), com base nos dados divulgados pela Confederação Nacional do Comércio (CNC). Apesar da pequena queda de 0,4 ponto em relação ao mês anterior, a avaliação dos empresários acreanos sobre o momento atual é positiva, principalmente quando comparada ao mesmo período do ano passado.
O Icec é construído a partir de nove indicadores que avaliam as condições atuais, as expectativas futuras e a intenção de investimento dos empresários do varejo, com pontuação que varia de zero a 200 pontos.
O dado que mais chama atenção está nas expectativas futuras de curto prazo. No Acre, o índice atingiu 122,5 pontos, sinalizando forte confiança na economia, no setor e no desempenho das próprias empresas nos próximos meses.
Diferentemente do cenário nacional, onde houve maior cautela quanto à contratação de funcionários e à realização de investimentos, no Acre os empresários indicam intenção de contratar e reforçar estoques. A estratégia pode contribuir para maior circulação de mercadorias e até impactar positivamente os preços ao consumidor, já que estoques bem administrados ajudam a reduzir custos.
Segundo Egídio Garó, assessor da presidência da Fecomércio Acre, o cenário também está diretamente ligado à transição para as novas regras tributárias.
“A medida em que as novas regras tributárias estejam aplicadas e as empresas adaptadas às novas exigências, a primeira observação será com a elevação ou redução da carga tributária, o que indicará os momentos futuros dos negócios e a respectiva formação de preços, contratações e investimentos”, afirma.

