Entenda o diagnóstico de pneumonia dupla de Luiz Fux, ministro do STF

Por Bacci Notícias 01/02/2026

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux foi diagnosticado com pneumonia dupla causada pelo vírus Influenza, responsável pela gripe. Por causa do quadro, ele não participará presencialmente da sessão de reabertura do Ano Judiciário, marcada para esta segunda-feira (2). Segundo informações oficiais, o estado de saúde do ministro é estável, e o tratamento ocorre em casa.

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A pneumonia é uma infecção que atinge os pulmões e pode ser provocada por vírus, bactérias ou, mais raramente, por fungos. No caso de Fux, a causa foi o vírus Influenza, que pode evoluir de um quadro gripal para complicações respiratórias mais graves, especialmente em pessoas de grupos de risco.

A chamada pneumonia dupla, também conhecida como bilateral, ocorre quando a infecção atinge os dois pulmões ao mesmo tempo. Por comprometer uma área maior do sistema respiratório, esse tipo costuma ser mais grave do que quando apenas um pulmão é afetado. Sem o tratamento adequado, a doença pode evoluir para complicações, principalmente em idosos, crianças e pessoas com a imunidade baixa. De modo geral, a pneumonia está entre as principais causas de morte por infecção no mundo.

Os sintomas da doença podem ser confundidos com os de uma gripe forte, o que frequentemente atrasa a procura por atendimento médico. Entre os principais sinais estão tosse persistente, febre, falta de ar, catarro amarelado ou esverdeado, dor no peito ao respirar e cansaço intenso. Além disso, quando os sintomas não melhoram após três dias, mesmo com o uso de medicamentos, o alerta deve ser redobrado. Em idosos, também podem surgir confusão mental, prostração e respiração acelerada, mesmo sem febre.

A pneumonia pode se apresentar de diferentes formas, conforme o agente causador e o contexto da infecção. A pneumonia bacteriana costuma surgir de forma repentina e evoluir rapidamente. Já a pneumonia viral, como a provocada pelo Influenza, geralmente aparece após quadros de gripe, resfriado ou Covid-19. A pneumonia fúngica é mais rara e tem progressão lenta, enquanto a pneumonia hospitalar, em geral bacteriana, tende a ser mais grave, sobretudo em pacientes com a imunidade comprometida.

Crianças menores de 5 anos, idosos acima de 60 anos, pessoas com doenças pulmonares crônicas, diabéticos e pacientes imunodeprimidos estão entre os grupos mais suscetíveis à doença. Além disso, fatores como poluição e agravamento de doenças preexistentes também aumentam o risco de desenvolver a infecção.

O diagnóstico é feito pelo médico com base na avaliação clínica e em exames de imagem, já que apenas os sintomas não permitem identificar o tipo de pneumonia. O tratamento varia conforme a causa: pneumonias bacterianas exigem antibióticos, infecções fúngicas pedem antifúngicos e, nos casos virais, como o do Influenza, o foco é aliviar os sintomas e acompanhar a evolução, enquanto o próprio organismo combate o vírus.

A principal forma de prevenção é manter a vacinação em dia. Pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI), há vacinas que protegem contra algumas bactérias associadas à pneumonia. Além disso, a imunização contra gripe e Covid-19 reduz o risco de pneumonias virais e de complicações respiratórias, especialmente entre pessoas dos grupos de risco.

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