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Entrada de migrantes no Acre teve aumento de 40% nos últimos meses, diz secretário

Por Matheus Mello, ContilNet

Segundo ele, a situação ocorre em meio a um aumento recente no fluxo migratório para o Acre

Segundo ele, a situação ocorre em meio a um aumento recente no fluxo migratório para o Acre | Foto: ContilNet/Orna

Durante entrevista concedida neste domingo (15) na transmissão do ContilNet no Carnaval de Rio Branco, o secretário municipal de Direitos Humanos, João Marcos Luz, afirmou que o governo federal não envia recursos destinados ao atendimento de imigrantes desde junho do ano passado e declarou que os custos estão sendo arcados pelo município.

Segundo ele, a situação ocorre em meio a um aumento recente no fluxo migratório para o Acre. “Existe sim um pico maior de migrantes entrando aqui pelo estado. Nós crescemos em torno de 40% em relação ao que estava acontecendo há três meses”, disse.

O secretário classificou o cenário atual como uma “mini crise migratória” e explicou que parte dos imigrantes acaba em situação de rua, o que também pressiona a rede de assistência social. Ele destacou que o Centro Pop realizou ações de acolhimento ao longo do último ano, retirando pessoas das ruas e encaminhando para atendimento.

Ainda de acordo com Luz, a falta de repasses federais tem dificultado serviços básicos. “Desde junho do ano passado não manda o recurso para os imigrantes. E quem paga a conta é a população de Rio Branco, por meio da arrecadação do IPTU”, afirmou.

Ele disse que esteve recentemente em Brasília para tratar do assunto e relatou ter recebido a sinalização de que os repasses devem ser regularizados após o período de Carnaval.

O secretário também criticou a ausência de triagem adequada na fronteira, atribuindo essa responsabilidade ao governo federal. Segundo ele, a medida seria importante para identificar possíveis riscos sanitários e de segurança antes da entrada dos migrantes no país.

Apesar das dificuldades, Luz afirmou que a Casa do Imigrante continua atuando no acolhimento e na inserção dessas pessoas no mercado de trabalho. Ele disse que muitos chegam com formação profissional e que a equipe mantém contato com empregadores em diferentes estados para encaminhamento com vaga garantida.

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