Um julgamento terminou de forma abrupta após o réu, um ex-policial militar, ameaçar a magistrada e integrantes do conselho de sentença durante sessão do Tribunal do Júri realizada por videoconferência.
O acusado, identificado como Eduardo José de Andrade, de 24 anos, estava sendo julgado pelo assassinato de Tiago de Paula, ocorrido em 2022. Durante a audiência, ele confessou o crime e afirmou não demonstrar arrependimento.
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De acordo com informações divulgadas pela imprensa, o réu declarou que, quando deixasse a prisão, voltaria a matar. Em seguida, passou a direcionar ameaças ao tribunal, afirmando que atentaria contra a vida de pessoas presentes na sessão, incluindo a juíza responsável pelo caso.
Diante da gravidade das declarações, um dos jurados afirmou não se sentir apto a continuar participando do julgamento, o que levou à anulação imediata da sessão.
O ex-PM já cumpre pena de 29 anos por outro homicídio e responde ao processo preso no Centro de Detenção Provisória de Guarulhos. A defesa solicitou a realização de exame de sanidade mental. Ainda não há data definida para um novo julgamento.

