Moradores de áreas ribeirinhas e de difícil acesso no interior do Acre passaram a contar com um novo reforço no monitoramento das condições climáticas e do nível dos rios. A ação, coordenada pela Defesa Civil do Acre com apoio do Corpo de Bombeiros do Acre, levou equipamentos de medição de chuva e réguas hidrométricas a comunidades isoladas, permitindo acompanhamento mais preciso e em tempo real das variações ambientais.
A operação priorizou pontos estratégicos considerados vulneráveis a cheias, como a região da Foz do Breu, na fronteira com o Peru. Para chegar até essas localidades, as equipes percorreram aproximadamente 1,2 mil quilômetros por vias fluviais, enfrentando longas distâncias para garantir a instalação dos instrumentos.
Além da implantação dos aparelhos, a iniciativa incluiu a capacitação de moradores, que agora são responsáveis por registrar os dados coletados e repassá-los às coordenações municipais e estaduais. A medida descentraliza o monitoramento e torna a resposta a possíveis emergências mais ágil, já que as próprias comunidades passam a atuar como parceiras no sistema de alerta.
As atividades alcançaram populações ribeirinhas de Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima, Rodrigues Alves, Porto Walter e Marechal Thaumaturgo, ampliando a rede de observação hidrometeorológica em regiões que antes não dispunham desse tipo de tecnologia.
Na Aldeia Apiwtxa, lideranças locais participaram do treinamento para leitura dos pluviômetros e controle das medições. Segundo os moradores, compreender o funcionamento dos equipamentos fortalece a prevenção, principalmente diante de eventos climáticos mais intensos registrados nos últimos anos.
Outra frente de trabalho foi a manutenção da estrutura já existente. Réguas antigas, desgastadas pela ação do tempo, foram substituídas, e novos medidores foram instalados em locais onde não havia qualquer instrumento de controle. Com isso, a cobertura de monitoramento foi ampliada e ganhou maior precisão.
A logística da missão contou ainda com suporte do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre, reforçando a atuação integrada entre os órgãos estaduais. A estratégia conjunta busca garantir mais segurança às populações ribeirinhas, permitindo que o poder público acompanhe de perto o comportamento dos rios e atue de forma antecipada em situações de risco.

