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Governo revoga decreto que previa concessão de hidrovias na Amazônia após pressão indígena

Por Redação, ContilNet

Governo revoga decreto que incluía hidrovias da Amazônia em programa de concessões após pressão de povos indígenas e críticas ambientais.

Governo revoga decreto que incluía hidrovias da Amazônia em programa de concessões após pressão de povos indígenas e críticas ambientais/ Foto: Reprodução

O governo federal decidiu revogar o decreto que incluía três hidrovias da Amazônia no Programa Nacional de Desestatização (PND). A medida foi anunciada nesta segunda-feira (23) após pressão de povos indígenas e comunidades tradicionais contrárias ao projeto de concessão.

O texto, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, previa a inclusão de trechos estratégicos para a navegação e o escoamento de cargas na região Norte. Com a revogação, as hidrovias deixam de integrar a carteira de ativos passíveis de concessão à iniciativa privada.

Governo revoga decreto que incluía hidrovias da Amazônia em programa de concessões após pressão de povos indígenas e críticas ambientais/ Foto: Reprodução

Entre os trechos que estavam previstos no decreto estavam a Hidrovia do Rio Madeira, no percurso entre Porto Velho (RO) e Itacoatiara (AM), com cerca de 1.075 quilômetros; a Hidrovia do Rio Tocantins, de Belém (PA) até Peixe (TO), com aproximadamente 1.731 quilômetros; e a Hidrovia do Rio Tapajós, no trecho entre Itaituba (PA) e Santarém (PA), com cerca de 250 quilômetros.

A proposta tinha como objetivo ampliar investimentos em infraestrutura e fortalecer a logística de transporte de cargas, especialmente grãos e minérios, por meio da navegação fluvial. O governo defendia que a concessão poderia modernizar os trechos e reduzir custos operacionais.

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No entanto, lideranças indígenas e organizações socioambientais apontaram riscos de impactos ambientais, pressão sobre territórios tradicionais e falta de consulta prévia às comunidades potencialmente afetadas. As manifestações ganharam força nos últimos dias e levaram à revisão da medida.

Com a revogação, o governo sinaliza que deve reavaliar o modelo de exploração das hidrovias na região, em meio ao debate sobre desenvolvimento econômico, preservação ambiental e direitos dos povos originários.

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