O impacto da Guerra na Ucrânia sobre cidadãos brasileiros atingiu novos e alarmantes números oficiais. Segundo dados obtidos pelo Ministério das Relações Exteriores nesta terça-feira (10/2), o conflito já vitimou fatalmente 22 brasileiros, enquanto outros 44 permanecem desaparecidos em território ucraniano.
Reprodução/Redes Sociais
Um dos episódios mais recentes que ilustram essa tragédia é o de Felipe de Almeida Borges, de apenas 25 anos. Natural de Rubinéia, no interior de São Paulo, o jovem viajou para a Europa em novembro de 2025 sob o pretexto de visitar a Espanha. Contudo, sem o conhecimento da família, ele se alistou voluntariamente para o combate, tendo sua morte confirmada pela mãe, Clarice Batista de Almeida, no último mês.
O aliciamento digital de voluntários
As investigações apontam que o número de brasileiros que partem para a Guerra na Ucrânia sem avisar familiares tem crescido significativamente. O processo de recrutamento é feito de forma estratégica e tecnológica:
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Páginas Oficiais: O governo ucraniano traduziu para o português seu portal oficial de alistamento para estrangeiros.
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Redes Sociais: Recrutadores atuam ativamente em grupos de WhatsApp, Telegram e Signal para facilitar o ingresso de voluntários.
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Perfil: A maioria dos aliciados são homens jovens, atraídos por ideais de combate ou promessas veiculadas em redes sociais.
Riscos e assistência consular
O Itamaraty tem reforçado a complexidade de prestar assistência em zonas de conflito ativo. Muitos brasileiros entram no país de forma irregular como combatentes voluntários, o que dificulta o rastreamento e a comunicação com as famílias em casos de ferimentos ou falecimento.
A situação de Felipe de Almeida Borges destaca o “recrutamento silencioso” que atinge famílias em todo o Brasil. O governo brasileiro mantém a recomendação de que cidadãos evitem viagens à região enquanto durar a Guerra na Ucrânia, devido ao alto risco de vida e à instabilidade constante das linhas de frente.
Fonte: Metrópoles
Redigido por: ContilNet
