Um crime de extrema crueldade chocou o estado de Santa Catarina na última segunda-feira (16/2). Pricila Dolla, de 37 anos, foi morta a tiros pelo ex-companheiro, identificado como Gustavo, de 28 anos, na cidade de Rio Negrinho. O diferencial macabro deste caso de feminicídio foi a transmissão do ato: o agressor realizou uma videochamada para a própria irmã, registrando o momento em que executou a vítima.
Nas gravações, é possível ouvir Pricila lutando e implorando por sua integridade. “Não me mata, eu tenho filhos”, dizia a mulher, tentando acalmar o homem com apelos emocionais, pedindo que ele “respirasse”. Os pedidos, no entanto, foram ignorados.
Detalhes do Crime e Investigação
Amigos de Pricila acionaram a Polícia Militar por volta das 20h, após estranharem o silêncio e as movimentações na residência. Ao chegarem ao local, os agentes encontraram a vítima já sem vida e o agressor ferido.
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Tentativa de Suicídio: Após cometer o feminicídio, o homem teria tentado tirar a própria vida. Ele foi socorrido e levado a um hospital da região sob custódia policial.
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Motivação: Relatos de conhecidos indicam que Gustavo não aceitava o fim do relacionamento, comportamento comum em ciclos de violência doméstica.
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Apreensão: A arma utilizada no crime foi localizada e apreendida para perícia técnica.
Esse covarde matou a namorada e tentou se matar após fim do namoro. Ela se chamava Pricila Dolla, tinha 37 anos e implorou pela vida antes de ser baleada. “Quer que eu me ajoelhe? Eu me ajoelho na tua frente”, diz no vídeo. Estavam a 6 meses juntos apenas. pic.twitter.com/mYtHVjuFBM
— GugaNoblat (@GugaNoblat) February 18, 2026
Procedimentos Jurídicos
A Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) registrou o caso como feminicídio seguido de tentativa de suicídio. Este tipo de crime, previsto no Código Penal, possui penas agravadas por envolver questões de gênero e o desprezo pela vida da mulher no âmbito doméstico.
A investigação agora busca confirmar se havia medidas protetivas anteriores ou registros de ameaças. O estado de saúde do agressor não foi detalhado até a última atualização desta reportagem, mas ele deverá responder pelo crime assim que receber alta médica.
O caso reacende o debate sobre a segurança de mulheres em situação de vulnerabilidade e a importância da denúncia imediata de comportamentos possessivos e ameaçadores.
Fonte: Metrópoles
Redigido por: ContilNet

