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Idoso de 78 anos desaparece após atravessar rio em canoa carregada de recicláveis no interior do Acre

Por Suene Almeida, ContilNet

Os trabalhos se concentraram nas margens do rio, em áreas de mata e em trechos abaixo da ponte

Os trabalhos se concentraram nas margens do rio, em áreas de mata e em trechos abaixo da ponte | Foto: Reprodução

Familiares de Salvino de Azevedo, de 78 anos, conhecido em Cruzeiro do Sul como “Mano” ou “Velho do Mano”, continuam mobilizados em busca de informações que possam ajudar a esclarecer o seu desaparecimento no Rio Juruá, no interior do Acre.

O idoso sumiu após sair para realizar uma atividade que fazia há muitos anos: a coleta e o transporte de materiais recicláveis. No dia do desaparecimento, Salvino atravessava o rio em uma canoa carregada principalmente com ferro, alumínio e latinhas.

De acordo com relatos reunidos pela família, por volta das 11h48 da manhã, um jovem ajudou o idoso a colocar a embarcação na água. Pouco depois, ao meio-dia, dois conhecidos afirmaram ter visto Salvino no meio da travessia. Eles chegaram a alertá-lo sobre o peso excessivo da carga, mas o idoso respondeu que conseguiria concluir o percurso.

As testemunhas acompanharam a canoa até um trecho mais distante da margem, onde a correnteza é mais intensa e há vegetação aquática. Em determinado momento, desviaram a atenção por alguns instantes e, ao olhar novamente, a embarcação já não estava mais visível.

A falta de notícias foi percebida ainda na mesma noite, quando parentes iniciaram buscas por conta própria, que se estenderam até a meia-noite. No dia seguinte, novas informações confirmaram que Salvino havia sido visto atravessando o rio naquele horário.

Desde então, familiares e amigos organizaram várias tentativas de busca, utilizando quatro lanchas e dois jet skis. Os trabalhos se concentraram nas margens do rio, em áreas de mata e em trechos abaixo da ponte, além de regiões como o porto do Remanso e áreas próximas ao Guajará.

Segundo o filho do idoso, José Gomes Azevedo, as condições do rio dificultaram bastante os trabalhos. “O nível da água estava muito alto, com correnteza forte e muito rebojo”, explicou.

ANGÚSTIA

A família trabalha com a hipótese de que a canoa estivesse acima do peso, o que pode ter provocado um acidente. Outro fator levantado é que Salvino usava botas no momento da travessia, o que poderia ter atrapalhado uma tentativa de nadar.

Mesmo sendo experiente, Salvino trabalhou por muitos anos como catraieiro e era considerado um bom nadador, a idade avançada pode ter influenciado no desfecho. “Ele conhecia bem o rio, mas a idade e as botas podem ter dificultado”, afirmou o filho.

A principal suspeita dos familiares é que a canoa e o corpo estejam presos em um balceiro próximo a um dos pilares da ponte, pouco acima do ponto onde ele foi visto pela última vez.

Até agora, não há informações concretas sobre o paradeiro de Salvino de Azevedo. A família segue aguardando apoio e pede que qualquer informação que possa ajudar nas buscas seja repassada às autoridades ou aos familiares.

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