Os primeiros alunos habilitados pelo modelo da CNH Brasil com acompanhamento de instrutores autônomos já foram aprovados no Acre. Apenas nesta quarta-feira (11), em Brasiléia, candidatos conquistaram a carteira nas categorias carro e moto; em Rio Branco, houve aprovação na categoria moto, segundo informações da Associação dos Instrutores de Trânsito Autônomos do Acre (AITAAC)
O novo sistema permite que o candidato escolha, pelo aplicativo da CNH Brasil, se quer fazer as aulas práticas em um Centro de Formação de Condutores (CFC) ou com um instrutor autônomo credenciado. A principal mudança está na flexibilidade: o número mínimo de aulas obrigatórias caiu para duas, e o aluno decide se precisa contratar mais antes de marcar a prova prática.
Ele destaca que o modelo reduz custos e dá mais liberdade ao candidato. “Antes, muitos alunos eram obrigados a fechar pacotes com 20 aulas, mesmo já sabendo dirigir. Hoje, com duas aulas mínimas, o instrutor avalia o desempenho. Se o aluno estiver apto, já pode marcar a prova. Se precisar de mais prática, ele decide quantas aulas quer fazer. A escolha está nas mãos do aluno”, explica.
De acordo com Railton, o sistema já está funcionando normalmente no estado. “A CNH Brasil está operando sem prejuízo ao aluno. As provas teóricas e práticas estão sendo marcadas normalmente. Quem está com medo de atraso pode ficar tranquilo. O processo segue fluindo e, em muitos casos, está até mais rápido”, garante.

Associação dos Instrutores de Trânsito Autônomos do Acre (AITTAC) celebrou primeiras conquistas. Foto: cedida
Ele também rebate informações sobre cobranças extras. “Não é necessário pagar taxas adicionais a autoescolas para marcar prova. Todo o processo é feito pelo aplicativo. O aluno pode escolher entre CFC ou instrutor autônomo. Essa liberdade é o grande diferencial do novo modelo”, diz.
Sobre a estrutura oferecida, o presidente ressalta que os veículos seguem as exigências legais. “Todos os nossos carros são de duplo comando, como determina a legislação. Temos também veículo automático e cinco motocicletas disponíveis para as aulas. Trabalhamos dentro das normas e com total responsabilidade”, pontua.
Para a associação, as primeiras aprovações ajudam a quebrar a desconfiança inicial. “Muita gente dizia que o instrutor autônomo não poderia atuar ou que os alunos não seriam aprovados. As aprovações mostram que o modelo é real, funciona e já está dando resultado”, conclui.
