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João Marcos Luz confirma pré-candidatura a deputado e critica emendas parlamentares

Por Matheus Mello, ContilNet

O secretário defendeu que o estado precisa investir em fontes de energia para viabilizar crescimento econômico

O secretário defendeu que o estado precisa investir em fontes de energia para viabilizar crescimento econômico | Foto: ContilNet/Orna

O secretário municipal de Direitos Humanos de Rio Branco, João Marcos Luz, confirmou que pretende disputar uma vaga de deputado nas próximas eleições e afirmou que quer levar ao Congresso debates sobre temas estruturais do Acre. A declaração foi dada neste domingo (15), durante entrevista ao ContilNet na transmissão do Carnaval da capital.

Segundo ele, a decisão está ligada ao objetivo de discutir questões que, na avaliação dele, travam o desenvolvimento do estado, como a grande extensão de áreas ambientais e a falta de investimentos em infraestrutura energética.

Luz afirmou que o Acre enfrenta dificuldades para atrair indústrias e ampliar a economia por causa dessas limitações. Ele citou que decisões históricas sobre a criação de reservas foram tomadas em nível federal, mencionando o período do ex-presidente José Sarney, e disse que mudanças também dependem de articulação em Brasília.

O secretário defendeu que o estado precisa investir em fontes de energia para viabilizar crescimento econômico. Segundo ele, a ausência de oferta energética suficiente é um dos fatores que afastam empresas da região.

Críticas às emendas parlamentares

Durante a entrevista, Luz também fez críticas ao atual modelo de distribuição de emendas parlamentares, afirmando que deputados e senadores deveriam priorizar funções de fiscalização e elaboração de leis.

Ele declarou ser contrário ao que chamou de excesso no uso desses recursos e disse que a prática tem gerado distorções no orçamento público. Na avaliação do secretário, o Legislativo tem assumido um papel que deveria ser do Executivo.

Luz ainda elogiou a atuação do Supremo Tribunal Federal nas discussões recentes sobre as chamadas emendas Pix, defendendo maior controle sobre a destinação desses recursos.

Apesar das críticas, ele afirmou que não é contra totalmente a existência de emendas, mas defende que sejam limitadas e usadas apenas em situações pontuais. Segundo o secretário, o foco do mandato parlamentar deveria estar no debate de políticas estruturais para o país e para a Amazônia.

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