A tragédia provocada pelas chuvas na Zona da Mata de Minas Gerais ganhou contornos ainda mais dramáticos nesta terça-feira (24/2). O balanço oficial subiu para 22 mortos, sendo 16 óbitos confirmados em Juiz de Fora e seis em Ubá. O cenário é de destruição total, com o mês de fevereiro de 2026 já sendo declarado o mais chuvoso da história da região, atingindo 270% do volume esperado para o período.
Em Juiz de Fora, a prefeita Margarida Salomão (PT) decretou situação de calamidade pública por 180 dias. A medida permite o recebimento célere de recursos estaduais e federais para lidar com os mais de 20 soterramentos registrados e as cerca de 440 pessoas que estão desabrigadas.
Essa é uma noite/madrugada muito difícil pra Juiz de Fora. Chuvas intensas, alagamento, deslizamento de terra, desabamento de edificações, pessoas soterradas e mortas, crianças inclusive.
O alerta de tempestades permanece até à noite de sexta-feira.
No vídeo: Bairro Retiro pic.twitter.com/IC6LvTQU49
— Nicolas (@nicolassoueu) February 24, 2026
“Situação Extrema” e Desaparecidos
A força da água provocou deslizamentos de terra e quedas de barreiras em diversos pontos da cidade. Além dos óbitos, a Defesa Civil trabalha intensamente nas buscas por 45 pessoas que seguem desaparecidas.
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Aulas Suspensas: Todas as atividades escolares em Juiz de Fora foram canceladas nesta terça-feira.
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Trabalho Remoto: A prefeitura autorizou o regime de home office para servidores administrativos, visando reduzir o trânsito e facilitar as buscas.
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Volume Histórico: Apenas em poucas horas, a cidade registrou quase 200 milímetros, acumulando um recorde de 460,4 mm até a manhã de ontem.
Tragédia em Ubá
O município vizinho de Ubá também sofre as consequências do temporal. Imagens compartilhadas por moradores mostram carros sendo arrastados por enxurradas violentas. Entre as seis vítimas confirmadas na cidade, destaca-se o caso de um homem eletrocutado ao tentar atravessar um ponto alagado com fiação de alta tensão exposta.
A orientação das autoridades é para que a população evite qualquer deslocamento desnecessário. Em caso de rachaduras nas paredes ou sinais de movimentação de terra, a Defesa Civil de Juiz de Fora deve ser acionada imediatamente pelo telefone 199. O Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar permanecem em alerta máximo, com todas as equipes de busca mobilizadas para salvar vidas em meio aos escombros e alagamentos.
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Fonte: Metrópoles
Redigido por: ContilNet
