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Júlio Cocielo e donos do PodPah viram réus após falas sobre PCD

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Júlio Cocielo e donos do PodPah viram réus após falas sobre PCD

A coluna Fábia Oliveira, do Portal Metrópoles, revelou que Júlio Cocielo e os apresentadores do PodPah, Igão e Mítico, encerraram 2025 como réus em uma ação judicial. O processo foi protocolado em 31 de dezembro.

De acordo com os autos, André Romão da Silva moveu a ação contra os comunicadores, contra Victor Henrique Assis Franca, CEO do projeto, e contra a PDPH Produções S.A., empresa responsável pelo podcast. O autor afirma ser deficiente visual e relata que, há anos, pede ajuda financeira em trens na cidade de Osasco, na Grande São Paulo.

O que motivou o processo

Em um episódio exibido em setembro de 2025, Igão e Mítico receberam Cocielo e Pedro Gui como convidados. Segundo André, durante a conversa os apresentadores e o influenciador teriam afirmado que ele não seria deficiente visual e que seria proprietário de diversos imóveis em Osasco.

O autor classifica as declarações como mentirosas e desabonadoras. Ele afirma não possuir os supostos apartamentos e diz depender de ajuda esporádica de parentes e vizinhos para sobreviver. André anexou ao processo um laudo médico que atesta sua deficiência visual.

Ainda conforme a ação, após a exibição do episódio — que soma mais de 1,7 milhão de visualizações no YouTube e ampla repercussão em redes como Instagram e TikTok — ele passou a ser abordado no trem por pessoas que questionam sua condição de saúde e sua situação financeira.

Pedidos à Justiça

Na ação, André solicitou liminar para que a PDPH Produções suspenda o vídeo nas plataformas digitais. O pedido, porém, foi negado pela juíza responsável pelo caso. A magistrada entendeu que, neste momento inicial, não é possível comprovar que as falas se referiam especificamente ao autor, já que o nome dele não teria sido mencionado durante o episódio.

Além disso, o autor pede indenização por danos morais no valor de R$ 50 mil de cada réu, totalizando R$ 250 mil. Ele também requer retratação pública por parte dos envolvidos nas redes sociais do PodPah.

O processo segue em tramitação na Justiça.

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